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Empreendedorismo, Provocações, Informações e Conhecimento

As 10 competências mais raras entre profissionais brasileiros

Postado por Adriana Ferri em Empreendedorismo, Inovação, Resultados | novembro 9, 2016 | Deixe seu comentário

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qualvalordocoachcustocoachDe pensamento crítico a atitude empreendedora, confira as habilidades mais difíceis de encontrar no mercado de trabalho local, segundo recrutadores

Não é nenhuma novidade que as empresas estão passando por uma gr08ave escassez de talentos em todo o mundo: só no Brasil, 43% dos recrutadores deixam de preencher vagas porque não encontram as competências necessárias nos candidatos disponíveis.

Um novo estudo da AfferoLab traz dados mais aprofundados sobre os fatores que travam as contratações no país. De forma geral, a conclusão é que as habilidades mais importantes sob o ponto de vista dos empregadores também são as mais difíceis de achar.

Veja a seguir as 10 competências mais escassas no mercado de trabalho brasileiro, segundo o estudo, que ouviu empresas de diversos setores entre abril e maio de 2016:

Competência Índice de escassez (0-5)
Resolução de problemas complexos 4,03
Pensamento crítico 3,63
Atitude empreendedora 3,56
Criatividade 3,56
Habilidade para trabalhar com diferentes culturas 3,52
Habilidade para comunicação oral e escrita 3,48
Raciocínio lógico 3,39
Facilidade para se relacionar 3,34
Facilidade de aprender 3,28
Habilidades matemáticas e numéricas 3,08

 

A competência descrita como “resolução de problemas complexos”, que ficou em 1º lugar em termos de escassez na avaliação dos empregadores brasileiros, também foi considerada a mais importante para os profissionais de hoje e dos próximos cinco anos, segundo o Fórum Econômico Mundial.

De acordo com a Affero Lab, a importância dessa habilidade é fácil de compreender: O mundo dos negócios é cada vez mais pautado pela complexidade e pela incerteza, o que exige pessoas capazes de lidar com situações ambíguas, que mudam todos os dias.

“Pensamento crítico” e “atitude empreendedora”, que ficaram em 2º e 3º lugar entre as habilidades mais raras entre os profissionais brasileiros, também estão intimamente ligadas ao atual momento do mercado.

As empresas precisam mais do que nunca de profissionais com perfil analítico e capacidade de questionar práticas consagradas para aumentar a eficiência dos processos. Pessoas ‘empreendedoras’ ou autônomas, que conseguem andar com as próprias pernas e se viram bem com poucos recursos, também são muito procuradas.

“Criatividade” apareceu empatada em 3º lugar com “atitude empreendedora”. Segundo o estudo, o resultado pode refletir a dificuldade de assumir riscos num momento de crise econômica no Brasil. Afinal, num ambiente em que tudo está mudando, não é fácil adotar uma postura ousada e assumir os riscos de uma ideia inteiramente nova. Paradoxalmente, o apetite por inovação é maior do que nunca em boa parte das empresas.

A principal conclusão do estudo para o profissional brasileiro é a necessidade de não se tornar um “sedentário” na carrerira.

As empresas estão cada vez mais exigentes na hora de contratar e exigem habilidades que poucas pessoas têm, por isso, mais do que nunca, é importante investir em qualificação e nunca se acomodar. O esforço compensa: em meio ao “apagão” de talentos, os poucos profissionais realmente bem preparados serão disputados a tapa pelos empregadores — com ou sem crise.

Por Claudia Gasparini e Alexandre Santille

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Os limites da honestidade

Postado por Flávio Lettieri em Motivação, Relações Interpessoais, Resultados | outubro 4, 2016 | Deixe seu comentário

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HonestidadeO que você pensa da maioria dos políticos brasileiros? Você acredita na honestidade deles?

Se a sua resposta foi não, você tem a mesma percepção de 80% dos brasileiros.

Mas, e se estivesse no Congresso Nacional, você seria como os atuais políticos corruptos, aproveitando-se do poder e da influência para obter benefícios próprios às custas da saúde e da educação do país ou teria uma atitude diferente?

Você acredita que conseguiria se manter imune ao sistema que estimula corruptos e corruptores ou acabaria se “desviando do caminho”?

Essa é uma questão complexa!

Porque, apesar de nosso desejo pessoal da apostarmos em nossa própria honestidade, segundo a psicologia social, a resposta a essa pergunta pode ser bem mais difícil do que um rápido sim ou não…

Estudos sobre a “trapaça” mostram que existe um desejo natural nas pessoas de obter ganhos às custas de desvios das regras e padrões éticos.

A relação entre fazer o certo e trapacear é uma constante “queda de braços” em nosso sistema decisório.

Segundo o psicólogo americano Dan Ariely, existem 2 forças atuando de forma antagônica dentro de nós: a vontade de nos olharmos no espelho e não sentirmos vergonha do que fazemos versus o nosso desejo de obter o chamado “ganho da trapaça”.

E há um ponto específico, para cada pessoa, onde cada um de nós sente que pode se beneficiar trapaceando apenas um pouco, contanto que essa trapaça não mude a impressão que temos sobre nós mesmos. Isso é chamado de Fator Pessoal de Enganação.

Esse fator é o limite daquilo que aceitamos fazer de errado, segundo os nossos princípios morais.

E, ao contrário do que gostaríamos, esse limite não é algo estanque ou imutável. Mas, ao contrário, pode se contrair ou se distender de acordo com as circunstâncias e o ambiente social.

Em um estudo clássico, o psicólogo Dan Ariely chamava voluntários para responder 20 problemas simples, que as pessoas poderiam resolver com facilidade. Entretanto, ele não lhes dava tempo suficiente para a tarefa. Ao final de 5 minutos, dizia “ok, podem parar, me entreguem as folhas, darei 1 dólar por questão correta.

Na média, as pessoas recebiam 4 dólares, correspondentes a 4 questões corretas.

Em outro grupo de voluntários, ele induzia a trapaça…

As mesmas questões e os mesmos 5 minutos. Agora, porém, ao final, pedia às pessoas que rasgassem as folhas em um triturador de papel. Apenas deveriam informar o total de respostas certas, pois pagaria o mesmo valor por acerto.

A média de acertos, curiosamente, passou para 7 no momento em que não poderia haver conferência das respostas…

A partir desse e de outros experimentos correlatos, percebeu-se que não eram poucas pessoas trapaceando muito e sim muitas pessoas trapaceando um pouco.

Em outro conjunto de estudos, onde as pessoas tinham a oportunidade de furtar pequenas quantidades de dinheiro x furtar produtos de baixo valor, percebeu-se que quando a trapaça não envolve diretamente o dinheiro, as pessoas trapaceiam mais.

Por isso, para a maioria das pessoas, roubar um lápis do escritório é muito mais aceitável do que roubar moedas de uma caixinha de dinheiro. Isso acontece porque os sentimentos gerados são muito diferentes.

Mas, essas conclusões ainda não eram suficientes para se medir o impacto do ambiente e do grupo social sobre o Fator Pessoal de Enganação.

Foi feito então um novo experimento com jovens universitários.

As pessoas recebiam um envelope com um “pagamento adiantado” para as respostas que dariam certo. Ao final, deveriam devolver a quantidade de dinheiro referente àquilo que não conseguiram acertar.

Entretanto, nesse experimento foi colocado um ator vestindo a camiseta de uma universidade e que, após 30 segundos se levantava e dizia: “eu resolvi tudo, o que faço agora”?

O pesquisador então respondia: “se você respondeu tudo, é só isso. Pode pegar o seu dinheiro e ir para casa”.

Todos ali sabiam que era impossível responder às perguntas em 30 segundos e que, portanto, aquela pessoa estava trapaceando. Mas, qual seria o comportamento das outras pessoas? Também trapaceariam e obteriam o ganho fácil?

Elas trapaceariam mais ou trapaceariam menos?

A resposta foi incrível: O aumento ou diminuição da trapaça dependia da camiseta que o ator estivesse usando…

Todos os participantes do experimento eram de uma mesma universidade. Se o ator estivesse usando a camiseta da mesma universidade, a trapaça no grupo aumentava significativamente.

Mas, se estivesse usando uma camiseta da universidade concorrente, a trapaça diminuía.

Vale lembrar que era evidente que as trapaças não seriam percebidas e muito menos punidas, mas o que estava em jogo era a influência social sobre o fator pessoal de enganação das pessoas.

Ao conclusão de que a trapaça aumentava ou diminuía se o trapaceiro fosse identificado como parte ou não do grupo nos mostra que se vemos alguém do nosso grupo trapaceando, sentimos que é mais apropriado, como grupo, fazer o mesmo. Porém, se a pessoa que trapaceia é do “outro grupo” nossa honestidade aumenta.

As principais conclusões desse conjunto de pesquisas de Dan Ariely mostraram que:

  1. Muitas pessoas são capazes de trapacear,
  2. Elas trapaceiam somente um pouco,
  3. Quando a trapaça não envolve diretamente o dinheiro, as pessoas trapaceiam mais,
  4. Quando vemos a trapaça acontecendo naturalmente no grupo onde fazemos parte, a chance de trapacear aumenta.

Então, se queremos construir uma nação mais honesta precisamos criar um modelo social, seja na educação das crianças, seja nos valores das empresas, que reforcem alguns princípios essenciais:

– Trapacear pouco é tão grave quanto trapacear muito;

– Roubar o lápis do escritório ou o chocolate no supermercado é tão grave quanto roubar o dinheiro da carteira de alguém;

– Trapaça é inaceitável para qualquer pessoa, independente do grau de proximidade ou afetividade que essa pessoa tenha conosco.

Um carinhoso abraço!

Clique aqui e deixe o seu comentário.

Flávio Lettieri é consultor empresarial e Sócio Diretor da Somma Consultoria. É especialista em coaching, empreendedorismo e desenvolvimento de atividades vivenciais. Visite nosso site www.sommaonline.com.br 04

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Todos podemos e precisamos ser protagonistas de nossas vidas

Postado por Adriana Ferri em Comprometimento, Empreendedorismo, Estratégia | setembro 29, 2016 | Deixe seu comentário

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topoMais do que aquele que abre o negócio, o empreendedor é um protagonista, um agente transformador de alto impacto

Embora a minha especialidade seja empreendedorismo, nos últimos anos tenho procurado evitar essa palavra em certos círculos. Não só porque o termo se vulgarizou com a excessiva exposição na mídia, mas também porque a minha visão do empreendedor vai além do negócio próprio. Meus alunos e colegas já sabem que, para mim, o empreendedor é mais do que aquele que abre um negócio. O empreendedor é aquele que assume as rédeas de sua vida e de sua carreira, seja por meio de um negócio próprio, de um projeto dentro de uma empresa existente ou de uma iniciativa social.

Um nome melhor do que empreendedor para caracterizar essa pessoa é protagonista. De origem grega, a palavra significa ser o primeiro (prótos) a agir (agon) e remete a tudo o que o empreendedor é, acrescido das características de liderança e sem estar diretamente relacionado com o negócio.

Protagonistas são pessoas conscientes que assumem o papel de agentes transformadores de alto impacto, que construirão um futuro com mais significado, mais propósito e mais harmonia. Protagonistas possuem a capacidade de mobilizar dos líderes e a capacidade de realizar dos empreendedores. Sabem organizar e direcionar o uso de recursos para explorar todo seu repertório de conhecimento, experiência e habilidades, construindo um legado de relevância.

Protagonistas são abertos e curiosos. Usam suas bagagens e repertórios pessoais para descobrir seus próprios talentos e seu potencial, direcionando suas paixões para se conectar com o mundo e compreender o todo.

Eles são autoconfiantes o suficiente para saber que não precisam estar ‘a frente de’, mas ‘junto de’. São maduros o suficiente para tomar decisões que privilegiem o todo, e não só o local. São conscientes o suficiente para posicionar cada ação dentro de uma visão de futuro.
Eles são incompletos e sempre se sentirão incompletos, sempre famintos, sempre sedentos. Eles sabem que as pessoas que se sentem completas e realizadas param de crescer, de aprender, de construir, de evoluir. Eles sabem que só os incompletos não vão resolver os problemas do mundo sozinhos e sempre precisarão de outros, sempre precisarão buscar seu complemento no outro.

Eles são ingênuos e se orgulham de sua ingenuidade, pois sabem que é assim que se pode sonhar com o impossível e tornar o impossível uma realidade, e que seus erros e tentativas serão perdoados. Só os ingênuos têm a capacidade de se encantar e se surpreender com suas descobertas. Para os protagonistas, não existe esperança onde existe certeza, pois a certeza leva à soberba e à arrogância que impede o crescimento.

Eles são equilibristas. Vão buscar sempre o equilíbrio entre a individualidade e a coletividade, entre o cosmo e o átomo, entre a ação e a reflexão, entre o coração e o cérebro, entre o caos e a ordem, entre o muito e o pouco, entre o certo e o errado, entre o sucesso e o fracasso, entre o autoritarismo e a democracia, entre a construção e a destruição, entre o falar e o ouvir.

Eles são polifônicos: ouvem todas as vozes para atingir a harmonia, estimulam a diversidade para que ideias se choquem e se digladiem, coexistindo e interagindo em igualdade de posições, com o único propósito de prover um senso de identidade e significado ao longo do tempo.

Há cinco pilares que caracterizam os protagonistas.

1. Presença É a atitude ‘mindfulness’, ou seja, parar e estar presente, em um estado mental de concentração no momento e lugar atuais, numa atitude aberta e não julgadora. Estar sintonizado com o que acontece a sua volta, integrado e alinhado com pessoas, ambiente e coisas. Protagonistas são focados, sabem ler o ambiente e concentram suas energias para entrar no estado de espírito adequado às suas percepções.

2. Autonomia Protagonistas tomam a iniciativa, não esperam ser mandados. Eles são pró-ativos, pois têm a clara noção de que o destino deles é criado por eles e ninguém mais. Não esperam a sorte cair do céu, não ficam lamentando o que acontece de errado na vida deles, nem chorando a falta de oportunidades. Protagonistas criam suas oportunidades, agem para alcançar o que querem.

3. Significado É ter um propósito, mais do que um objetivo. É dar um sentido a tudo o que se faz. Para o protagonista, nada acontece por acaso, tudo tem um propósito. Suas ações e decisões visam sempre construir algo maior, uma visão de futuro que remete à sua missão de vida, uma motivação forte por trás de tudo o que faz. Ter um forte propósito funciona como combustível, que alimenta a determinação e a perseverança.

4. Empatia A capacidade de se enxergar no outro, ler o outro e interagir de forma a estabelecer vínculos significativos. O protagonista sabe que não vai construir nada de relevante sozinho e por isso ele precisa de pessoas para construir juntos, combinando competências e habilidades. Para constituir este conjunto de habilidades, competências e conhecimentos, o protagonista precisa saber construir laços relevantes e perenes.

5. Audácia Ir até os limites e superá-los. O protagonista tem plena noção que é um ser em formação, sempre aprendendo, sempre se desenvolvendo. E, para isso, a cada oportunidade procura ampliar seus limites, vencendo barreiras, superando obstáculos e crescendo a cada evento, a cada episódio que proporcione um avanço na sua formação. Isso significa também correr riscos, sair da zona de conforto e enfrentar seus medos.

Para saber se você está desenvolvendo seu protagonismo, pergunte a si mesmo, cada vez que a vida propor que faça algo diferente, ou que apresente alguma situação inusitada.
a. Até que ponto me engajei de corpo e alma nesta atividade/ação? (Presença)
b. Como eu exerci o meu livre-arbítrio nessa atividade? (Autonomia)
c. Que valor estou criando? (Significado)
d. Como eu interagi com as outras pessoas? (Empatia)
e. Até onde consegui avançar meus limites pessoais? (Audácia)

Ser um protagonista em sua vida é necessário para qualquer pessoa, que segue qualquer carreira, em qualquer momento da vida, não só para empreender, mas também para direcionar nossas vidas e gerar algum impacto positivo na sociedade e no ambiente.

Por Marcos Hashimoto

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A emoção de assistir às Paralimpíadas

Postado por Flávio Lettieri em Comprometimento, Motivação, Resultados | setembro 15, 2016 | Deixe seu comentário

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canoagem-e-triatlo-paraolimpiadas-18Sinto uma enorme gratidão pela oportunidade de assistir bem de pertinho às Paralimpíadas no Rio de Janeiro.

Aproveitei o final de semana e, junto com a família, desembarquei na cidade maravilhosa para presenciar o evento.

A viagem foi curtinha, mas as emoções experimentadas ficarão para sempre em nossas memórias.

Primeiramente por ver que o Brasil, e mais especificamente o Rio, fizeram um excelente trabalho.

Apesar de todas as dificuldades, incluindo a corrupção e a ineficiência do poder público, as pessoas de boa fé e de boa vontade que, com muita competência e apoiadas por vinte e cinco mil voluntários, lideraram a organização dos dois grandes eventos e mostraram ao mundo que o Brasil é muito maior do que um bando de políticos inescrupulosos.

Mas, como não poderia deixar de ser, ficamos profundamente emocionados com a superação dos atletas paralímpicos.

Primeiramente assistimos ao basquete em cadeiras de roda. Simplesmente, incrível!

Eu poderia mencionar a força e a agilidade nos braços dos atletas para empurrar as cadeiras e conduzir a bola em perfeita sintonia. Poderia falar sobre as jogadas inacreditáveis que evidenciavam o treino e o trabalho em equipe. E poderia ainda mencionar o evidente sentimento misto de competitividade e solidariedade entre os atletas dos dois times adversários.

Mas, tudo isso seria muito pouco para descrever a experiência.

Faltariam-me palavras para explicar, por exemplo, o que sentimos no momento final onde os atletas brasileiros, unidos lado a lado, aplaudiam e eram ovacionados por uma torcida que reconhecia o esforço, a dedicação e a superação daquelas pessoas.

No dia seguinte, assistimos na Praia de Copacabana ao triatlo feminino. Primeiro à prova das atletas da categoria PT4 e, logo em seguida, da categoria PT2, mulheres com severas deficiências nas pernas. A campeã foi uma americana. Impossível não sentir os olhos marejados ao ver a expressão de realização daquela atleta com prótese de membro inferior cruzando a linha de chegada.

Maravilhoso também ver a euforia da arquibancada aplaudindo a Ana Raquel Lins, a única atleta brasileira na prova e que, apesar de treinar há apenas dez meses, chegou à final paralímpica.

Mas, para nós, uma imagem que será difícil de esquecer foi a expressão da última colocada, a espanhola Rakel Mateo, ao concluir a prova. Com os seus 41 anos, teve a humildade de, no meio da prova, pedir suas muletas para conseguir finalizar a corrida. Ao terminar, a espanhola estampava um sentimento de enorme felicidade e realização no rosto e retribuía com um sorriso largo e cansado aos entusiásticos aplausos da plateia.

Nesses momentos, além das emoções, é no mínimo curioso observar os comentários do público. São bastante comuns as expressões chavões como “nessas horas a gente percebe que reclama demais da vida” ou “temos muito a aprender com eles”.

Expressões que, se por um lado refletem um genuíno sentimento de admiração, por outro demonstra uma desconcertante frustração…

Afinal, quantos de nós, apesar de não possuirmos limitações físicas, acabamos por limitar as nossas vidas com crenças autodestrutivas, escolhas equivocadas ou atitudes acomodadas?

É claro que as deficiências físicas trazem muitas limitações, especialmente em países como o Brasil onde as políticas públicas de acessibilidade ainda estão muito longe de serem tratadas como prioridade. Mas, presenciar uma paralimpíada, deixa claro que as maiores limitações estão, de fato, na alma.

Estão na incapacidade de enfrentar os desafios, na falta de vontade de superar os obstáculos e no conformismo com a mediocridade.

Dessa experiência, carrego um sentimento de respeito e admiração pelos atletas que me mostraram com o exemplo o enorme poder de superação da humanidade.

Isso sem falar nas 20 medalhas de Daniel Dias, da natação, do desempenho do Futebol de 5 que, desde a sua estréia é ouro e, até hoje, não perdeu nenhum jogo, dos heróis do atletismo que já contabilizam 109 medalhas, e de muitas, muitas outras lindas conquistas…

Agradeço aos atletas paralímpicos por nos mostrarem que o ser humano é mesmo incrível em sua capacidade de superar barreiras.

Gratidão, gratidão, gratidão!

Um carinhoso abraço!

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Flávio Lettieri é consultor empresarial e Sócio Diretor da Somma Consultoria. É especialista em coaching, empreendedorismo e desenvolvimento de atividades vivenciais. Visite nosso site www.sommaonline.com.br 

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Competências em alta no mercado de trabalho

Postado por Adriana Ferri em Desenvolvimento de times, Liderança, Resultados | setembro 14, 2016 | Deixe seu comentário

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O ser humano é uma verdadeira fonte de emoções e através do seu comportamento expressa as características de sua personalidade, mesmo que de forma inconsciente.

Muitas organizações, por exemplo, quando realizam um processo seletivo não avaliam o candidato apenas por sua bagagem técnica. As competências comportamentais também pesam no momento da contratação. Mas, por que isso ocorre? Porque a aptidão em lidar com as emoções influenciará diretamente no comportamento das pessoas no dia a dia das organizações, inclusive na performance diante das atividades.

Então, quais as competências comportamentais valorizadas pelo mercado de trabalho atualmente? Confira abaixo:

1. Trabalho em equipe

Hoje não se cogita mais a individualidade nas organizações. O profissional precisa lidar com seus pares para atingir e superar as metas, bem como para vencer os desafios do caminho.

2. Capacidade de negociação 

Dialogar com os demais colaboradores é fundamental, para chegar a consensos diante de determinadas situações que impactam diretamente no clima organizacional e até mesmo, no negócio da empresa em que se atua.

3. Liderança

Gerir pessoas tem sido um grande desafio para as empresas, afinal o líder é considerado o comandante do barco, que dá um norte à equipe e a direciona ao alcance da performance que atenda às necessidades da organização.

4. Comunicação

É preciso saber expressar ideias, tirar dúvidas, apresentar soluções para fatos que ocorrem todos os dias. Se a pessoa não conseguir vencer a barreira do “silêncio,” agregará pouco ou nenhum valor à empresa.

5. Criatividade e inovação

Os profissionais devem estar preparados para lidar com situações inesperadas. Muitas vezes, arriscar e liberar o potencial criativo pode trazer benefícios tanto para o colaborador quanto para a organização. Uma inovação em um processo específico pode, por exemplo, significar uma grande economia para as finanças da empresa. Sair do automático, deixar de “ser uma máquina programada,” leva pessoas a novas perspectivas.

6. Prudência

Apesar de ser muito valorizado no mercado, o potencial criativo não deve servir de “base” para a adoção de atitudes precipitadas. Por isso, pensar duas vezes, avaliar uma proposta e ouvir a opinião do colega de trabalho não é sinal de fraqueza, mas sim de responsabilidade.

7. Flexibilidade

Dizer “não” à zona de conforto. Ser capaz de aceitar as mudanças, situações e comportamentos antagônicos possibilitam o amadurecimento do profissional. Esse aprendizado pode, inclusive, ser aplicado na vida pessoal.

8. Otimismo

É indispensável não se entregar diante do primeiro obstáculo que surgir. O pessimismo afeta o colaborador e se não for trabalhado, pode ser absorvido por outros membros da equipe. Uma situação assim compromete o desempenho e o clima organizacional.

9. Assertividade

Uma pessoa assertiva é hábil para expressar posicionamentos, ideias e até mesmo suas emoções. Ao ser assertivo, o indivíduo defende seus direitos e respeita os dos colegas. Aprenda a dizer não, com argumentos que revelem profissionalismo. Através da assertividade é possível evitar conflitos desnecessários que geralmente, afetam negativamente a rotina corporativa.

10. Ética

Uma empresa que deseja ser competitiva precisa contar com profissionais éticos e que valorizem a integridade. A ética é um dos pré-requisitos para a adoção da responsabilidade social nas organizações.

11. Valorização da qualidade de vida

Trabalhar, trabalhar, trabalhar e se tornar um workaholic (viciado no trabalho) é um indicador preocupante para as empresas. O profissional deve ter consciência de que a melhoria da qualidade de vida deve estar presente dentro e fora da empresa onde atua.

12. Visão holística

Olhar para a organização e suas responsabilidades através de um contexto amplo, afinal, é praticamente inadmissível um profissional ficar alheio ao que ocorre ao seu redor. Com a tecnologia da informação, o conhecimento é disseminado em uma velocidade cada vez maior.

13. Compartilhamento de conhecimento

O profissional não deve temer a disseminação do conhecimento com seus pares. Cada vez que se transmite uma experiência, também se assimila algo, aprende-se com quem está ao seu lado. A recíproca também é verdadeira – quando não se domina um determinado assunto ou técnica, o profissional precisa buscar respostas com os pares.

14. Autodesenvolvimento

Para aprimorar suas competências o colaborador não deve esperar apenas a iniciativa da organização. Ele também é responsável pelo seu desenvolvimento e precisa buscar ferramentas que agreguem valor à sua carreira, como: livros e revistas sobre suas atividades, participação em palestras e cursos de atualização/especialização.

15. Intuição

Em determinadas situações, o colaborador precisa utilizar a intuição para desenvolver novas propostas que agreguem valor ao negócio. Essa competência faz parte dos processos mentais normais. Pode ser considerada como sendo a percepção que o indivíduo tem frente a uma determinada situação, sem a utilização do raciocínio lógico. Através da intuição pode-se adquirir e colocar em prática conhecimentos e informações.

Por Patrícia Bispo

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Conflitos + Gestão = Inovação

Postado por Flávio Lettieri em Motivação, Relações Interpessoais, Resultados | agosto 16, 2016 | 1 Comentário

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Screenshot 2014-07-04 13.08.07Segundo estimativas, só nos EUA, o custo com conflitos chega a quase meio bilhão de dólares por ano.

Conflitos bloqueiam a comunicação, reduzem a performance, diminuem a motivação e aumentam o stress, fazendo com que muitas pessoas inteligentes se tornem bem menos produtivas quando precisam trabalhar em equipe ou sob pressão.

Por outro lado, conflitos bem administrados podem ser uma grande fonte de inspiração e inovação.

Segundo artigo recentemente publicado na Harvard Business Review, bons conflitos favorecem o debate respeitoso e levam a soluções mutuamente planejadas que, geralmente, são bem superiores às respostas originais.

Por outro lado, os maus conflitos, que surgem quando os membros de uma equipe simplesmente não conseguem resolver suas diferenças, acabam aniquilando a produtividade e sufocando a inovação.

Diante disso, ficamos com uma pergunta óbvia, mas cuja resposta nem sempre é tão simples assim: “Como transformar conflitos em relações produtivas?”

O primeiro ponto é entendermos a fonte dos conflitos: as motivações humanas.

Enquanto o comportamento é aquilo que fazemos e que fica visível para todos, a motivação é a razão pela qual fazemos o que fazemos. Os motivos que nos levam a agirmos de determinada maneira. Algo que não é perceptível para os outros e, por vezes, nem para nós mesmos.

Segundo a Teoria da Consciência dos Relacionamentos, do Dr. Elias Porter, colega e contemporâneo de Erich Fromm e Carl Rogers, tudo o que fazemos tem a intenção positiva de satisfazer as nossas motivações internas ou necessidades motivacionais.

Segundo o Dr. Porter, são as nossas motivações que determinam aquilo que fazemos, onde focamos a nossa atenção e o que valorizamos, em nós e nos outros.

Como pessoas diferentes possuem diferentes motivações é natural que valorizem diferentes comportamentos, atribuindo um maior valor a uma forma de agir em detrimento de outras. E, consequentemente, desvalorizando e desconsiderando certas formas de agir e pensar das outras pessoas.

Nessas diferenças residem as raízes mais profundas dos conflitos.

O segundo ponto é percebermos que olhamos para o mundo segundo a nossa própria ótica. São os nossos filtros pessoais, baseados em crenças e valores, que determinam a nossa visão e compreensão do mundo à nossa volta. “Não percebemos o mundo como ele é e sim como nós somos”.

Esse processo natural e inconsciente, leva-nos a usar aquilo que Peter Senge descreve brilhantemente em sua Teoria da Quinta Disciplina: “A inferência”.

Em lógica, a inferência é uma operação intelectual por meio da qual se afirma a verdade de uma proposição em decorrência de sua ligação com outras já reconhecidas como verdadeiras.

Porém, nas relações humanas, as inferências podem ser conclusões precipitadas que nos fazem julgar os outros segundo os nossos filtros pessoais.

Assim, quando algo no comportamento do outro nos desagrada, a nossa primeira reação é criar um juízo de valor, julgar seu comportamento e, via de regra, entrarmos em uma rota de colisão com a outra pessoa.

Por isso, o que Peter Senge nos propõe é desafiarmos as nossas crenças e pressupostos e, ao invés de tomarmos decisões precipitadas e conflituosas, investigarmos as razões do outro em agir de determinada forma.

Buscarmos compreender a sua motivação e a sua intenção positiva por trás do que faz e, com isso, minimizarmos os conflitos e melhorar os nossos relacionamentos.

Quando fazemos isso, passamos a entender que a atitude do outro não tem nada de pessoal conosco.

Ele apenas está, assim como nós e como qualquer ser humano, buscando uma forma de agir que atenda às suas motivações.

A verdade é que somos seres em uma eterna busca pelo bem estar pessoal. Por vezes, enxergamos os outros como barreiras nessa busca pelo simples fato de agirmos baseados nos pressupostos errados.

Certamente, mudar esse paradigma não é fácil. Mas, com certeza é algo que traz uma enorme recompensa!

Um carinhoso abraço!

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Flávio Lettieri é Sócio Diretor da Somma Consultoria. É Certificado pela Personal Strenghts para a aplicação de Programas para Gestão de Conflitos e Melhoria do Clima Organizacional. Visite nosso site www.sommaonline.com.br 

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