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A Força do Hábito

Postado por Flávio Lettieri em Comprometimento, Motivação, Pró-atividade | dezembro 20, 2011 | 2 comentários

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“Somos o que fazemos repetidamente. Por isso, o mérito não está nas ações e sim nos hábitos.” Aristóteles

João estava muito feliz com aquela nova experiência. Foi, com alguns amigos, participar de uma distribuição de agasalhos para os moradores de rua.

“Foi uma coisa muito legal, ver a gratidão nos olhos daquelas pessoas”, disse ele ao chegar em casa.

Há poucas quadras dali, Pedro desligava o telefone sorrindo para si mesmo. Estava muito satisfeito com a quantidade de clientes contatados naquele dia. Normalmente fazia vinte contatos diários, mas naquele dia tinha feito trinta e cinco. Era quase o dobro da média.

“De fato, o chefe tinha razão. É mesmo possível fazer mais de trinta contatos por dia”, pensava ele.

Do outro lado da cidade, Joaquim saia de uma floricultura. Em suas mãos um lindo buquê de rosas vermelhas. Certamente Ana, sua mulher, adoraria a surpresa, afinal aquela não era uma data especial, era apenas mais um dia comum.

“Dar presentes inesperados deixa toda mulher feliz”, pensava satisfeito e imaginando os abraços e beijos da esposa.

Bem próximo da floricultura, José mudou o seu caminho de sempre e entrou em uma casa de oração.

Não sei ao certo se era uma igreja católica, uma igreja evangélica, um centro espírita, um terreiro de umbanda, um templo budista ou ainda algum outro lugar sagrado onde se pode falar com o Criador, nos momentos em que estamos com o coração aberto.

As coisas andavam difíceis para o José. As dificuldades no emprego o levavam ao boteco, o boteco à bebida, que, por sua vez, levava aos conflitos com a mulher, o que, cada vez mais, deixava seu peito angustiado.

Fazia muito tempo que não falava com Deus, mas naquele momento de dor, a quem mais ele podia recorrer?

Por isso entrou, chorou, fez as suas orações e saiu com o coração mais aliviado.

“Ah, eu preciso dar um jeito na minha vida. Preciso mudar. Chega de sofrer e de fazer os outros sofrerem”, pensava ele em sua caminhada ainda cambaleante e sem um destino certo.

O João, aquele da distribuição dos agasalhos, sempre dizia que precisava fazer aquilo de novo. Mas, nunca foi.

O Pedro, até manteve um bom número de contatos nos primeiros dias, mas, nas primeiras dificuldades, voltou a um resultado medíocre. “Também, que motivação eu tenho para fazer um trabalho melhor? O patrão continua pagando mal”, justificava para si mesmo, até o dia em que perdeu o emprego e saiu xingando todo mundo.

A Ana, mulher do Joaquim, realmente adorou as rosas. Que pena que aquela foi a primeira e última vez que o marido fizera uma surpresa para ela.

Boas ações aumentam a expectativa e a esperança das pessoas, mas, se não forem alimentadas, viram frustrações.

Por isso, não adianta fazer coisas boas só de vez em quando. É preciso criar hábitos saudáveis. São eles que promovem as verdadeiras mudanças.

Talvez você esteja se perguntando: o que aconteceu com o José?

No dia seguinte, na volta para casa, mais uma vez ele evitou aquele caminho habitual que passava na frente do boteco. E, apesar das dificuldades e do desejo, não bebeu nenhuma gota de álcool. A sua vontade de melhorar foi maior que o seu desejo de beber.

Entrou novamente na casa de oração, mas dessa vez, apenas para agradecer.

No outro dia, aconteceu a mesma coisa. E o mesmo nos dias seguintes.

José se habituou a fazer o outro caminho. Aquele que passava longe do boteco.

Após três meses sua vida estava transformada.

Um ano depois, fora promovido no trabalho e sua mulher, Maria, estava grávida de um menino. Por gosto da esposa, ele também se chamaria José.

Apenas não ia mais com tanta frequência àquela casa de oração, apesar da profunda gratidão que sentia.

Ele aprendera a fortalecer o seu templo interior e a agradecer àquela Força Maior que o ajudara a transformar sua vida em um conjunto de hábitos saudáveis.

Dentre as pequenas e constantes coisas boas que fazia, regularmente levava alimentos para os moradores de rua.

No trabalho fazia de tudo para superar as metas. Ele estava no lugar do Pedro, todavia fazendo quarenta contatos diários com clientes.

Talvez alguns pensem que a diferença entre o José e os demais tenha sido a religiosidade. Talvez isso o tenha ajudado, mas a grande diferença foi a disciplina para criar o hábito de um novo caminho.

Talvez alguns se perguntem se, assim como o Joaquim, alguma vez ele também comprou flores para a mulher.

Ah, as flores…

“Eu me sinto mesmo uma mulher muito amada”, pensava Maria ao olhar para mais um lindo buquê de rosas vermelhas que recebera de José.

E essas rosas tinham uma razão bastante especial. Era para celebrar a chegada do filho ao mundo.

Esperamos que essas reflexões possam inspirar os queridos leitores do nosso Sommablog a criarem novos bons hábitos para o ano que se inicia.

Um ótimo Natal e um abraço muito carinhoso de toda a Equipe Somma.

* Retornaremos nossas publicações no dia 20/01/12.

 

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Comentários

2 Responses to “A Força do Hábito”

  1. Claudia Ribeiro
    dezembro 20th, 2011 @ 13:58

    Adorei a reflexão. Um Feliz Natal e um ótimo ano novo a todos da equipe Somma

  2. EMPRESAS GAÚCHAS
    janeiro 12th, 2012 @ 1:23

    O Portal Empresas Gaúchas achou muito legal o conteúdo, e a sua relevência com a atualidade! Parabéns.

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