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Às vezes os talentos não estão visíveis.

Postado por Flávio Lettieri em Empreendedorismo, Motivação, Relações Interpessoais, Trabalho em equipe | fevereiro 23, 2010 | 1 Comentário

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A liderança exige a capacidade de enxergar os talentos e reconhecer as habilidades!

http://www.ballet.co.uk/images/gillian-lynne/ltp-gillian-lynne-colour-bio_500.jpgVocê conhece Gillian Lynne?
Se você não é um especialista ou uma pessoa muito apaixonada por dança, possivelmente nunca tenha ouvido falar dela. Especialmente porque, como coreógrafa, o seu trabalho está nos bastidores.

Em outras palavras: apesar de ser a cabeça pensante por trás de espetáculos que consagram alguns dos principais dançarinos do mundo, ela não é uma pessoa famosa para a massa. Gillian Lynne é coreógrafa de grandes espetáculos como “Cats” e “Fantasma da Ópera”.

Mas, o que mais chama a atenção, além da qualidade de suas criações, é a sua história. Uma história muito parecida com a de muitas outras personalidades geniais.

Quando criança, seus pais costumavam ser chamados na escola, pois Gillian não era bem aquele modelo de boa aluna. Não prestava atenção nas aulas e enquanto o momento exigia silêncio, ela se mexia de forma irrequieta na cadeira.

Se fosse uma criança de hoje, muito provavelmente seria diagnosticada como hiperativa.

“Desconfiamos que sua filha tenha déficit de aprendizagem”, disse o diretor que convenceu os pais de Gillian a procurarem um psiquiatra.

A visita ao psiquiatra seria, sem dúvida, um momento decisivo em sua vida. A força de um parecer médico, de um especialista, seria determinante para o futuro daquela “jovenzinha com problemas de aprendizagem”.

Mas, para a boa ventura da menina, e dos amantes da dança, naquele momento crucial, Gillian se viu diante de um daqueles médicos onde a sensibilidade fala mais alto do que a pressa, onde a responsabilidade com a missão tem um peso maior do que os desencantos com o sistema de saúde.

Observando a menina, após alguns instantes de conversa no consultório, o psiquiatra convidou a mãe para uma conversa particular em uma sala ao lado.

Ao mesmo tempo, pediu discretamente à sua secretária para que, de forma casual, entrasse no local onde estava Gillian e ligasse o velho rádio sobre o armário.

Passados alguns minutos, o médico chama sua mãe, aponta para a sala onde uma menina se movimentava harmoniosamente ao ritmo da música e diz: “Veja Sra. Lynne, sua filha não é uma criança com problemas. Ela é uma bailarina. Só precisa ser direcionada para sua real vocação. Ela tem um talento inato que precisa ser valorizado”.

Diante de histórias como a de Gillian Lynne fico me perguntando quantas crianças promissoras não são colocadas de lado ou taxadas de problemáticas porque seus talentos naturais não são reconhecidos.

Da mesma forma, vejo frequentemente no mundo corporativo, em empresas dos mais diversos segmentos, pessoas rotuladas como improdutivas, avaliadas como aquém da necessidade ou mesmo sendo dispensadas, simplesmente porque executam funções que não condizem com suas habilidades naturais.

Por isso, dou um imenso valor aos gestores que, antes de guilhotinarem cabeças, procuram encontrar outras possibilidades para aproveitar as pessoas.

Valorizo essa postura gerencial não apenas pelo aspecto humano da relação, apesar de considerar a capacidade de empatia como uma habilidade essencial em um líder. Eu analiso também o quanto essa política de realocação de funções traz economias para as empresas.

Além da postura mais humanizada nas relações do trabalho, existe a responsabilidade financeira: sai bem mais barato adequar as pessoas às funções do que aumentar o turnover.

Então, gostaria de propor uma reflexão àqueles que lideram equipes ou trabalham na formação de crianças:

- Você tem certeza de que não há nenhum talento desperdiçado no seu time ou entre os seus alunos “problemáticos”?

Um carinhoso abraço,

Flávio Lettieri

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Comentários

One Response to “Às vezes os talentos não estão visíveis.”

  1. Cecília
    março 2nd, 2010 @ 8:25

    Belo artigo!! Muito obrigada, Flávio!
    Cecília

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