Como se forma um bom aluno (Parte 1)
Postado por Adriana Ferri em Comprometimento, Empreendedorismo, Resultados | maio 7, 2010 | 1 Comentário
A reportagem abaixo foi inspirada em uma publicação da Revista Época (03/10). Ela será apresentada em 2 partes: a seguir apresentamos a parte 1 e na próxima semana, dia 14/05, sua continuação, a parte 2. Vale a leitura!
Não há pai ou mãe que não sonhe com isso: que seu filho vá bem na escola, encontre uma vocação e faça sucesso. É por isso que em uma pesquisa do Movimento Todos pela Educação, pais brasileiros disseram participar com afinco da vida escolar de seus filhos. Porém, a queixa mais comum de quem tem filho em escola particular é a falta de tempo e de quem tem filhos na escola pública é o desconhecimento do conteúdo ensinado.
A pesquisa também detectou que a maioria dos pais presta demasiada atenção às notas e preocupa-se menos em estimular a leitura ou acompanhar se a criança está aprendendo. Em outras palavras: há mais cobrança que incentivo. É como se os pais considerassem que sua tarefa principal é garantir o acesso à escola – a partir daí, a responsabilidade seria dos professores.
Alunos brilhantes, esforçados e capazes são meninos e meninas comuns, de colégios públicos e particulares, pobres ou ricos, que vão para a escola e… aprendem. Estão no caminho de se tornar cidadãos melhores, pessoas melhores, gente de sucesso. Fazer com que uma criança seja assim não está inteiramente ao alcance dos pais, mas cabe a eles analisar a escola, monitorar os professores, perceber o ambiente em que seu filho vive, estimular-lhe os talentos naturais.
A seguir selecionamos 3 passos que podem ajudar as crianças a se destacarem nos estudos. Na próxima semana falaremos sobre outros 5 passos (não deixe de ler).1. O Poder do Incentivo – Pedro, aos 7 anos, começava o 3o ano sem saber escrever direito e com falhas de leitura. A diretora do colégio particular em que estudava, chamou seus pais para uma conversa: ‘Quando estão aprendendo as letras, as crianças têm um “clique”, um momento muito pessoal a partir do qual a escrita e a leitura deslancham. O “clique” de Pedro está demorando demais.’
Que pai não ficaria apreensivo com uma situação dessas? A estratégia deles foi usar a leitura – o menino adorava livros, apesar da dificuldade de entendê-los. A mãe passou a ler livros de aventura, gênero favorito de Pedro, para conversar com ele sobre os vaivéns dos heróis das histórias. Hoje, Pedro é considerado um aluno acima da média. Não é um colecionador de notas 10, mas o sucesso foi resultado de um esforço conjunto. A escola lhe deu atenção especial, com correção cuidadosa dos textos. O hábito da leitura fez outro tanto. O incentivo e os elogios dos pais ajudaram Pedro a construir autoconfiança e gosto pelo esforço. “A gente vivia dizendo para ele: ‘Filho, olha o que você conseguiu!’, diz a mãe. O elogio é capaz de transformar. Crianças que recebem elogios por um trabalho duro, pelo esforço despendido para chegar àquele resultado tornam-se mais persistentes, desenvolvem gosto pelo risco. E, quando fracassam, atribuem isso a um esforço insuficiente, não à incapacidade.
2. O Prazer de Aprender – Guilherme, de 9 anos, tem dificuldade de passar para a próxima fase, não na escola, mas, quando joga um de seus games preferidos com o pai, pois esquece o objetivo. ‘Ele para o jogo para me dizer que a classificação de um dos bichos na tela está errada: aquele dinossauro não pode ser herbívoro e viver naquela parte da floresta se tem dentes tão pontiagudos, típicos dos carnívoros”, diz o pai. A paixão do menino pelos dinossauros começou cedo. Os pais souberam estimular seu interesse comprando brinquedos, livros, pesquisando na internet: Guilherme acabou virando “especialista”. Esse processo mostra como uma paixão ajuda a estimular a criatividade, ensina a pesquisar por conta própria, tirar conclusões, fazer conexões. Se os pais e professores não sabem reconhecer e estimular as paixões naturais das crianças, se insistem para ela “largar de bobagens e se concentrar no que é sério”, inibem o aprendizado, em vez de promovê-lo. Esse tipo de aluno – capaz de fazer associações e reflexões mais sofisticadas – as melhores universidades do país procuram.
3. Orgulho do Resultado – Nem sempre o prazer de aprender vem da paixão por algo específico. Muitas vezes, trata-se do prazer de fazer bem feito, uma espécie de orgulho de ter realizado algo. Esse perfeccionismo move Gabriela Vergili, de 13 anos. Na primeira semana de aula, Gabriela chegou em casa com uma tarefa: descobrir a data do Carnaval deste ano. Logo descobriu: 16 de fevereiro. Mas não se contentou apenas com isto. Pesquisou na internet e escreveu um longo texto sobre Quaresma, Equinócio, fases da Lua, etc. “A disciplina e a organização da Gabriela a ajudam a ‘aprender a aprender’ qualquer coisa”, afirma o professor. “Por isso ela é tão versátil: tem texto redondo, sabe fazer um documentário em vídeo, vai bem na aula de artes e até na educação física.” A mãe, sempre rigorosa, acompanha se as obrigações com a lição foram cumpridas. Isto cria comprometimento com o estudo. “Quase sempre a criança vai buscar em casa como ela vai se relacionar com a vida acadêmica”, diz a diretora. Os pais devem se envolver, mas a lição de casa tem de ser feita apenas pelo aluno. ‘É quando a criança está sozinha para lidar com todo o conhecimento que adquiriu em sala e vai decidir o que fazer com ele’, diz Harris Cooper, especialista em Educação.
Aguarde. Continua na próxima semana.
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Comentários
One Response to “Como se forma um bom aluno (Parte 1)”
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maio 11th, 2010 @ 19:39
Como Pedagoga que sou avaliei o texto com muito excelente