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Conheça um pouco da história da SOMMA

Postado por Adriana Ferri em Empreendedorismo, Liderança, Motivação | setembro 26, 2009 | 1 Comentário

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Coragem de dizer adeus – Deixar um emprego com bom salário, para abrir o próprio negócio é uma atitude que exige bravura – Reportagem de  Wagner Roque para a PEGN

A disposição para correr riscos calculados é uma das mais importantes características dos verdadeiros empreendedores. Na prtica, isso se traduz muitas vezes na coragem de largar um emprego estável — com bom salário, benefícios e chances de crescimento profissional dentro da empresa — para abrir o próprio negócio. Uma vez à frente do tão sonhado empreendimento, é preciso esperar meses, talvez anos, para as entradas regulares de dinheiro. Só que enquanto isso não acontece, é necessário se virar para pagar as contas, como água, luz, telefone, condomínio e aluguel. Sem falar nos casos em que o leite dos filhos também faz parte do orçamento. Só de imaginar a situação, muita gente desiste de colocar o sonho em prática.

Os sócios da Somma, empresa de São Paulo especializada em oferecer treinamentos para desenvolver atitudes empreendedoras em escolas e empresas, são exemplos de pessoas que demonstraram ousadia ao pedir demissão para abrir o negócio. Flávio Lettieri, Adriana Ferri e Adriano Nodari, tinham empregos de fazer inveja para muita gente. Mesmo assim, decidiram jogar tudo para o alto e trocar a vida de empregado pela de patrão. Nodari, formado em engenharia de produção, era gerente em uma empresa de informática.

A bióloga Adriana trabalhava como responsável pela área de testes de DNA em um laboratório paulistano. Lettieri, também formado em biologia, era executivo da Associação Cristã de Moços (ACM), e respondia pela coordenação de 12 unidades da entidade na Grande São Paulo. Ele conta que trabalhava na ACM havia nove anos quando fez um acordo para que fosse demitido. Afinal, precisaria do dinheiro da rescisão para investir no negócio próprio.

O salário, na época em torno de R$ 5.500. Além disso, Lettieri contava com bônus oferecido pela entidade para os funcionários com melhor desempenho. Muitos dos prêmios que ele ganhou foram viagens internacionais. Ele diz que durante o tempo em que trabalhou na ACM viajou pelo menos cinco vezes para a Europa. “Além disso, eu sabia que ainda tinha chances de crescer muito no emprego.”

A segurança de um salário no fim do mês, o fato de trabalharem nas áreas escolhidas e o glamour dos benefícios não foram suficientes para prender Nodari, Lettieri e Adriana nos respectivos empregos. Em 1994, eles inauguraram a Somma. Hoje, os três empresários se dizem satisfeitos com a empreitada. Eles dizem que ainda não têm uma retirada equivalente aos salários que provavelmente estariam ganhando hoje nos antigos empregos. Mas foi por opção, segundo Lettieri. Os três sócios estipularam um valor mínimo para o pró-labore nos primeiros anos de operação da Somma. O objetivo é capitalizar a empresa. “Em três anos de atividade, conseguimos formar uma reserva de capital de giro de 50.000 reais”, diz Lettieri.

Chegar a esse estágio, no entanto, não foi tão simples como pode parecer. Pouco antes de decidir deixar o emprego, Lettieri, que é casado com Adriana, viveu uma situação que poderia funcionar como um balde de água fria em sua intenção de empreender. Ela já tinha saído do trabalho para abrir uma empresa de representação de equipamentos de laboratório. A idéia era boa, de acordo com ela. Mas faltou planejamento. Seis meses depois de entrar em funcionamento, a empresa fechou as portas. Adriana calcula que perdeu cerca de 20.000 reais, fruto de sua rescisão. Como se não bastasse, estava grávida na época.

Quando o filho do casal nasceu, Lettieri ainda se sentia motivado para virar patrão e não se deixou contagiar pelo fracasso do negócio de Adriana. Então, convidou a mulher e o amigo Adriano para abrirem uma perfumaria. A intenção era juntar algum dinheiro com a loja e só depois montar a empresa de treinamento para novos empreendedores, exatamente como a que tocam hoje. “Depois de fazer o plano de negócios e escolher o ponto comercial, desistimos da loja de perfumes, porque percebemos que a idéia era inviável”, diz Lettieri. “Resolvemos adotar uma atitude de choque e montar logo a empresa de formação de empreendedores que tanto queríamos.” Assim, nasceu a Somma.

Corajosos, sim, mas não imprudentes, os sócios decidiram que planejariam muito bem antes de abrir as portas. Definiram que o público-alvo seriam estudantes, com idades entre 13 e 17 anos, e pessoas que trabalham em empresas e querem desenvolver atitudes empreendedoras. As funções também foram bem definidas. Cada um dos sócios ficou responsável pela área na qual tinha mais habilidade. Lettieri responde pela criação de jogos, Adriana se encarrega do marketing e relacionamento com os clientes e Adriano cuida da administração e das finanças do negócio. Mesmo assim, os três fizeram cursos de desenvolvimento do comportamento empreendedor e de psicologia aplicada a negócios.

Mesmo não tendo atingido o patamar financeiro desejado, dificilmente os empresários optariam por desistir do próprio negócio e voltar a trabalhar como empregado. Afinal, quem vê despertar a própria veia empreendedora e sente o gostinho de virar patrão, por mais que enfrente dificuldades, resiste “à idéia de voltar a ser empregado”. Assim pensa Lettieri, da Somma. “Trabalho mais do que quando era funcionário, mas sei que tudo o que faço pode gerar retorno para mim e para o meu negócio”, diz. “Além disso, ter cliente como chefe é gratificante.”

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Comentários

One Response to “Conheça um pouco da história da SOMMA”

  1. MURILLO SOMMA NOGUEIRA
    julho 6th, 2010 @ 22:13

    DE EXTREMA OUSADIA… E ESTIMA! RISCOS: MUITAS VEZES FUGIMOS MAS OS MESMOS SÃO PRIMORDIAIS!

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