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Líderes que se defendem

Postado por Flávio Lettieri em Comprometimento, Empreendedorismo, Liderança | junho 15, 2010 | Deixe seu comentário

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http://hellux.x-br.com/movetojunk/wp-content/uploads/2009/10/grosseria.JPGAcompanhe esta história desde o início: Líderes que enfrentam, líderes que fogem, líderes que se defendem.

Parte 3 – Líderes que se defendem: João Pontes achou o máximo virar gerente de uma nova unidade. Ganharia um salário maior e o mais importante: seria chefe. Poderia fazer o seu horário, teria mais autonomia e uma equipe para trabalhar para ele. Além disso, o novo status lhe traria maior respeito junto aos seus amigos e, especialmente junto à sua família.

Mas, não precisou de muito tempo para o João Pontes perceber que a vida de chefe não é tão fácil. Estava trabalhando mais do que antigamente e como não era mais aquele brilhante técnico de operações, assim reconhecido pelos colegas, e tinha se tornado um gerente muito fraco, assim reconhecido pelos subordinados, pouco a pouco foi perdendo o respeito de sua equipe.

Nem em casa, esse respeito que ele tanto valorizava, estava muito consolidado. Sentiu na pele que, um salário e um cargo mais altos não são capazes, por si só, de tornarem alguém mais importante.

A cada dia, a sua falta de habilidade no trato com as pessoas, a sua vaidade pessoal e, sobretudo, a sua insegurança, ficavam mais evidentes.E, como todo bicho acuado (não podemos nos esquecer dos instintos animais de nossa espécie) começou a atacar.

Para se defender, ao invés de procurar desenvolver as suas competências, passou a agredir as pessoas. Se não conseguia ser respeitado, passaria a ser temido.

Como forma de negar as próprias deficiências, começou a acreditar na idéia de que manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Aos poucos João Pontes foi se transformando em um líder tirano, brutal. Se considerasse preciso, gritava e até mesmo xingava, sem se importar com o que os outros poderiam pensar ou sentir.

Justo ele, que tinha o respeito como um dos seus principais valores pessoais, parecia não se dar conta de que o medo e o respeito estão muito longe de serem a mesma coisa.

E assim, como todos os chamados líderes brutais, o João Pontes era apenas mais um chefe inseguro, morrendo de medo de perder o controle da situação e que encontrou no autoritarismo a única maneira de impor sua vontade.

A história do João Pontes também é muito parecida com a de muita gente por aí. Você conhece alguém assim?

Será que Sr. Luiz fez mesmo uma escolha errada? Será que não dá para investir na “prata da casa” ou tornar líderes as pessoas da área técnica?

As respostas estão na última parte desta história, a do terceiro novo gerente, o João Pimenta. Essa é uma história bem diferente das outras duas. Te conto na próxima semana…

Um grande abraço!

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