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O tempo não existe, existem prioridades

Postado por Flávio Lettieri em Empreendedorismo, Motivação, Relações Interpessoais | março 23, 2010 | 2 comentários

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http://www.jesperdeleuran.dk/media/myspace/mobileoffice.jpgVocê é senhor ou escravo de seu relógio?

Você é alguém que tem tempo para você, para sua família e para seus amigos ou é alguém tão ocupado que nunca sobra tempo?

Quem está no comando da sua vida, você ou a correria do dia a dia?

É verdade que vivemos um mundo absolutamente competitivo, onde andar devagar pode significar ser pisoteado por quem vem atrás.

É verdade que vivemos um momento onde não acompanhar as mudanças e, mais especialmente a velocidade com que elas ocorrem, significa ficar obsoleto e, consequentemente, se tornar descartável.

E também é verdade que essa impossibilidade de se acompanhar a velocidade, a disponibilidade e a quantidade das informações é tido como um dos principais fatores desencadeadores da depressão, uma doença que, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, fez, faz ou fará parte da vida de cerca de 25% da população.

É mesmo verdade que o tempo não pára e que as 24 horas do dia parecem já não bastar para que possamos viver e sobreviver.

Mas, também é verdade, que entrar nesse ciclo vicioso não é uma questão de administração do tempo e sim uma questão de escolha.

Somos absolutamente livres para organizar a nossa vida, definir o nosso tempo e priorizar o que de fato importa para nós.

Abrir mão de assistir ao torneio de natação ou a apresentação de dança dos filhos, não estar presente nas reuniões importantes da família ou não celebrar o aniversário de uma pessoa amada em virtude de compromissos profissionais não é um problema de falta de tempo e sim um problema de prioridades. Uma questão de escolha.É verdade que a vida não é fácil e que precisamos literalmente correr em busca de nossos objetivos, mas é preciso olharmos de frente para a nossa falta de tempo e avaliar que ela é apenas uma escolha que fazemos.

É mais fácil jogar a culpa no volume de trabalho, nas exigências do chefe, na necessidade de nos mantermos à frente da concorrência ou na internet que ‘rouba’ a maior parte de nosso tempo do que olharmos verdadeiramente para as nossas escolhas e para as prioridades que estabelecemos para nossas vidas.

É claro que eu também vivo no século XXI e sei que muitas vezes nos vemos entre a cruz e a espada, afinal é como escolher entre corrermos contra o tempo para nos mantermos atualizados e vivos nesse mundo competitivo ou darmos um tempo para que nós possamos viver e usufruir a vida.

O maior problema é que o preço a ser pago por esse investimento na competência ou na busca por sermos profissionais de sucesso é a culpa por não podermos ser plenos em nossas relações. Uma culpa por não termos tempo para nossos filhos, para nossos maridos ou mulheres e nem para nós mesmos.

Nunca uma geração de pais e mães se viu tão culpada e incapacitada. A falta de tempo para se dedicarem integralmente aos filhos os impedem até mesmo de impôr limites às suas crianças.

O que esses pais não estão se dando conta é que eles têm não apenas o direito como também o dever de educar seus filhos dentro de limites, pois se não fizerem isso agora, a vida vai fazer depois de uma forma muito mais dura.

A falta de tempo não pode ser argumento para essa e nem para quaisquer outras ausências em nossos relacionamentos.

Em nosso trabalho, quando peço às pessoas para que olhem para trás e vejam aquilo que realmente valeu a pena em suas vidas, fica evidente que a grande maioria das coisas que têm significado para elas são as coisas mais simples e que não exigiam que ficassem escravizadas pelo ritmo de vida ou pelo próprio tempo.

Encontrar o equilíbrio para dar conta dos compromissos e viver momentos de plenitude requer muito mais do que uma agenda organizada. Exige a disciplina e a coragem para olharmos para dentro de nós e avaliarmos o que realmente podemos e queremos fazer com nosso tempo.

Ficamos agora diante de uma nova escolha: Ou paramos para essa avaliação em busca de nossas prioridades ou nos mantemos correndo atrás de tempo para as tarefas e rotina que exigem tanto de nós e que, na grande maioria das vezes, não significam a nossa realização.

E, sempre vale a pena lembrar, que o tempo que oferecemos para nós e para as outras pessoas deve ser dimensionado pela qualidade e não pela quantidade. Cinco minutos vividos com intensidade e plenitude podem representar muito mais do que cinco anos vividos de forma vazia.

Reclamar da quantidade de tempo que não temos ou usar o tempo que temos com qualidade também é uma decisão nossa.

Viver o tempo, ao invés de reclamar a falta dele, eis aí um bom desafio…

Um carinhoso abraço,

Flávio Lettieri

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Comentários

2 Responses to “O tempo não existe, existem prioridades”

  1. Mariluza Oliveira
    março 23rd, 2010 @ 8:51

    Poxa, olhar pra dentro agora causou um “q” de frustração rsrsr
    A verdade é que as vezes sentimos não ter o comando da nossa vida, em razão do tempo que dedicamos ao nosso trabalho…e que tempo dedicamos…Qtas vezes ao chegar em casa consegui me desligar/deixar de pensar nas atividades do serviço já quase na hora de voltar…É uma submissão quase que incondicional, e somos tragados a esta situação com tanta naturalidade na busca tão bem mencionada por vc de não ficar pra trás…..Vida pessoal, familiar ou social..ah isso tem sido luxo…abrimos mão disso com tanta facilidade… É Flavio equilibrio e tempo estão aí duas coisas que nos permitem ter o sentimento de ter de fato vivido….Obrigada por esta reflexão…saudades dos treinamentos do Somma… Uma abraço.

  2. ACACIO BATISTA RAMOS
    março 23rd, 2010 @ 11:08

    Prezados Amigo.
    Concordo com as vossas palavras muito próprias para os dias de hoje. Contudo é preciso que o homem esteje atento as suas escolhas e acima de tudo ver o invisível, ou seja a sua autotranscendência, que para mim significa muito mais que a sua autorrealização. Para tanto é preciso ver além das aparências e exercer realmente o comando de nossas vidas.
    Acacio Batista Ramos

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