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Empreendedorismo, Provocações, Informações e Conhecimento

E você, como se administra?

Postado por Adriana Ferri em Estratégia, Motivação, Resultados | abril 27, 2012 | Deixe seu comentário

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A Administração não é uma disciplina puramente mercadológica. Deve ser uma filosofia de vida nos âmbitos pessoal e social. Quão bem você administra as múltiplas áreas da sua existência?

Você escolheu ser administrador. Parabéns! Você deve saber que Administração é a área que mais forma profissionais no Brasil. Isso poderia incomodá-lo, fazê-lo sentir que seu futuro profissional será muito disputado. Mas não se preocupe: não existe formação profissional perfeita e qualquer decisão de carreira que tomemos sempre terá algum lado negativo. Para mim, a pergunta mais importante não é se fiz a melhor escolha, mas quão bem a coloco em prática.

Dois princípios que uso para otimizar a aplicação do material nos cursos de Administração que ofereço em graduações e mestrados são o equilíbrio e os “círculos concêntricos”. Ao falar de equilíbrio, quero dizer, essencialmente, que todos os nossos interesses devem estar harmonizados, sem contradições internas ou proporções inadequadas. Já com o princípio de “círculos concêntricos”, quero dizer que necessitamos estar assegurados de que essa harmonia interna transcenda as áreas interpessoal, social e assim sucessivamente.

O primeiro princípio é simples: no âmbito pessoal, nossa vida é composta de áreas importantes como a espiritual, a intelectual, a física, a artística, a econômica etc. É muito fácil descuidar de algumas dessas áreas ao longo da vida. Porém, de que nos serve ter sucesso economicamente se não temos saúde? Ou, então, dedicar uma grande parte do nosso tempo ao intelectual, mas não desenvolvermos nossas capacidades artísticas? Minha sugestão é balancear todos esses aspectos importantes de nossas vidas para nos ajudar a viver com maior plenitude e afetar positivamente as pessoas que nos rodeiam. Conceitos como realização profissional, compromisso organizacional e participação são mais facilmente observados em pessoas que buscam ativamente um equilíbrio em sua vida pessoal.

É verdade que, em algumas ocasiões, temos que dar prioridade a certas áreas. Por exemplo, é importante focar-se nos estudos durante os anos de preparação profissional. Obter boas notas nos abre portas, como fazer uma pós-graduação, conseguir bolsas ou ingressar em empresas interessadas em atrair profissionais de alto valor. Mas também é crucial não descuidar da nossa saúde – mediante uma boa alimentação e exercícios físicos adequados – nem do espiritual, através de preparação, meditação e apreciação das artes.

O segundo princípio se refere a levar esse equilíbrio às áreas interpessoal e social. À medida que as relações com o cônjuge, a família, o grupo de trabalho, a comunidade – os círculos concêntricos que rodeiam nossa individualidade – tenham prioridades adequadas, nossas vidas e as dos que nos cercam serão mais ricas e estarão cheias de satisfação e sucesso.

Quais as consequências da falta de equilíbrio pessoal quando isso acontece de maneira sistêmica ou em grande escala? Basta recordar o que iniciou a crise econômica nos Estados Unidos em 2008. Compradores de casas se endividaram muito mais do que podiam pagar, por conta dos créditos bancários disponíveis para quem quisesse aceitá-los.

Qualquer pessoa, sem importar sua escola ou seus professores, pode aplicar esses princípios em sua vida pessoal e profissional. Afinal de contas, estudamos para alcançarmos melhores níveis profissionais porque queremos ser felizes em nossas vidas pessoais, fazendo também felizes os que nos cercam. À medida que conseguirmos administrar esse equilíbrio, seremos os melhores administradores possíveis.

Por Miguel R. Olivas, professor de Ciências Administrativas na Universidade Clarion de Pennsylvania (EUA).

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Um erro pode justificar o outro?

Postado por Flávio Lettieri em Relações Interpessoais, Resultados | abril 24, 2012 | 1 Comentário

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Um debate recente que temos acompanhado em São Paulo diz respeito às Sacolinhas Plásticas que não serão mais distribuídas nos supermercados.

Apesar da opinião dividida dos consumidores, a maioria realmente parece acreditar que todo o discurso da sustentabilidade defendido pelos supermercados não passa de uma política de redução de custos que ao final prejudica apenas o consumidor.

Mas, enquanto o debate esquenta, algumas pessoas conseguiram surpreender, infelizmente, pelo lado negativo: Como os supermercados não distribuem mais sacolinhas, alguns clientes resolveram simplesmente roubar as cestinhas plásticas dos estabelecimentos para levar suas compras para casa.

As pessoas se sentiram prejudicadas e, por isso, acham-se no direito de infringir a lei.

Em vez de levar uma sacola ecológica, ou simplesmente deixar de comprar, afinal ninguém é obrigado a comprar, essas pessoas optam por levar, na surdina, as cestinhas para casa.

Tenho escrito regularmente sobre o problema crônico de corrupção no país e proposto que saiamos da letargia. Mas, quando vejo notícias como essa, confesso que fico desanimado.

A corrupção não está apenas em Brasília, ou nos governos estaduais e municipais. Está impregnada na mentalidade de muita gente.

O pior é que fazem isso achando que estão certos. Justificam um erro a partir de outro erro.

Não percebem que isso é o mesmo que um político corrupto justificar um desvio de verba pública em virtude de uma dificuldade qualquer para exercer o seu mandato.

Talvez pelo medo de ser feito de trouxa, muita gente opta por fazer o outro de trouxa, sem perceber que isso é uma bola de neve.

Não! Um erro não pode justificar outro!

Se alguma coisa não está correta ou se algo está nos prejudicando o caminho é lutar pelos nossos direitos. Agir de má fé ou desrespeitar o direito de outrem não se justifica.

Talvez alguém argumente que somos vítimas de um sistema e que não temos como lutar pelos direitos. Em muitos casos, não tenho como negar isso, é bem verdade. Todavia, ainda considero melhor, mais nobre e mais proveitoso exercitar a resignação do que agir por vias tortas.

Como nação, enquanto insistirmos no “jeitinho brasileiro”, na malandragem e na mania de querer levar vantagem a qualquer preço, seremos merecedores desse banditismo que está instalado no Governo.

Convido você a uma rápida viagem pelo mundo da imaginação:

Imagine que surgisse um vírus ou uma bactéria letal que, por alguma disposição genética, contaminasse somente os corruptos.

Nessa história imaginária, esse agente infeccioso alcançaria, sem dó, todo mundo que tivesse uma atitude corrupta, independente do tamanho do delito.

O que será que aconteceria?

Aqui no Brasil, realmente acho que morreria muita gente…

Mas, essa é apenas uma história fantasiosa. Não vai surgir esse vírus ou essa bactéria letal.

Na vida real, pessoas continuam roubando cestinhas no mercado, achando que isso é justo e lícito, sem se dar conta de que o prejuízo será repassado nos preços para os demais trouxas, ops, consumidores.

E enquanto isso, nós ficamos diante da decisão: Também roubar cestinhas ou nos mantermos firmes no caminho da retidão, escolhendo agir de forma firme e correta para modificar o que está errado.

Eu já fiz a minha escolha, e você?

Um forte e carinhoso abraço!

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Você sabe o que é prioridade na sua empresa?

Postado por Adriana Ferri em Comprometimento, Estratégia, Resultados | abril 20, 2012 | Deixe seu comentário

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É papel do líder ajudar o time a definir o que deve ser feito primeiro e o que deve ser feito depois.

Ao escrever este artigo minha intenção é justamente colocar o tema na pauta de todo empreendedor, diretor e CEO. Um dos maiores problemas de produtividade que enfrento nas empresas é a falta clara de estratégias de priorização. Em geral tudo é para ontem e prioritário. As empresas estão sofrendo do “mal da prioridade”, sem essa clareza, muito se trabalha, muito estresse é gerado e no final pouca execução e resultado acontece de verdade.

Imagine a seguinte situação corriqueira: um membro da sua equipe está trabalhando quando surge uma demanda urgente para ser atendida. Dois clientes com urgências pedem uma solução ao mesmo tempo (entenda cliente como interno ou externo). O primeiro cliente é tranquilo, calmo e expressa sua urgência de forma mais educada. Já o segundo cliente é extremamente mal humorado, indelicado, grosso e fica gritando.

Qual dos clientes você acha que seu colaborador vai atender primeiro? O calmo ou o nervosinho? Se ele estiver em uma empresa sem estratégias de priorização, com certeza o cliente nervosinho será priorizado. Isso é porque as pessoas dentro de empresas sem prioridade, acabam por definir a ordem de execução através da gritaria e não de prioridades.

É papel do líder ajudar o time a definir o que deve ser feito primeiro e o que deve ser feito depois. Sem essa definição, tudo é priorizado de forma empírica, por gritaria ou de forma errada. E pode ter a certeza, de que a culpa não é do time.

Existem dois níveis de prioridades que precisam ser definidas: as corporativas e as departamentais. Há algum tempo extingui as prioridades de unidades de negócios, por não se tornarem práticas no dia a dia. As prioridades corporativas têm ligação direta com a estratégia, missão, visão e decisões do board para o período em exercício. Prioridades corporativas devem ser específicas, ter uma ordem de importância, e não devem ultrapassar três ou quatro prioridades.

As prioridades departamentais têm obviamente ligação com as prioridades corporativas, mas tem ligação com o dia a dia do departamento, de uma forma bem prática e objetiva.

A partir do momento em que as prioridades estiverem definidas é preciso comunicá-las da forma adequada. Todos na empresa precisam saber exatamente o que deve ser feito quando duas coisas urgentes exigirem atenção imediata. Não pela gritaria, coleguismo, nível hierárquico de quem está pedindo, mas de acordo com o que é mais importante para a empresa, que ajuda os objetivos a serem alcançados e coloca o time focado no senso de importância e não nas urgências.

Um cliente nosso da área de IT definiu suas prioridades corporativas e departamentais. A escala de prioridades foi customizada no sistema de CRM, que facilita a visualização da prioridade de atendimento através de um score. Nenhum cliente fica sem atendimento, mas eles são priorizados de acordo com o que é realmente foco da empresa.

Sem produtividade, nenhuma empresa consegue permanecer competitiva no mercado por muito tempo. Que tal começar com o assunto de prioridades? Pense nisso!

Por Christian Barbosa

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Procuram-se pessoas com Temperança

Postado por Flávio Lettieri em Comprometimento, Relações Interpessoais, Resultados | abril 17, 2012 | 2 comentários

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http://www.analuandrade.com.br/blog/uploaded_images/file-777946.jpgTemperança é uma daquelas palavras da Língua Portuguesa que quase todo mundo já ouviu falar, mas não sabe bem ao certo o que significa.

E isso é uma pena, afinal se a Temperança fosse mais cultivada entre as pessoas, teríamos, sem dúvida, um mundo bem melhor.

Derivada da filosofia Platônica e adaptada por Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, a Temperança é uma das virtudes ditas universais e significa equilibrar, colocar sob limites, moderar a atração dos prazeres e assegurar o domínio da vontade sobre os instintos.

Por ser a virtude que modera os desejos e as paixões inferiores, é uma das bases de sustentação das Grandes Escolas Iniciáticas Modernas.

Ser uma pessoa temperante significa ter a capacidade de colocar a Vontade, ou aquilo que nos torna divinos, acima dos Desejos, ou aquilo que nos torna animalizados.

Pessoas temperantes vivem pautadas em propósitos e possuem uma visão mais integrada do mundo e do ser humano, agindo naturalmente de forma mais altruísta.

Profissionais temperantes possuem naturalmente um maior sentido de cooperação, pois fazem com que o compromisso com os objetivos maiores esteja acima da necessidade de competir com os outros.

Por isso, desenvolver a Temperança nos indivíduos é um passo fundamental para se formar time que tira a “Missão da empresa” do papel e a coloca em prática.

Trabalhar com e para uma missão exige que, muitas vezes, deixemos de lado os nossos interesses pessoais em favor dos interesses coletivos e organizacionais.

Em outras palavras, que sejamos capazes de abrir mão dos desejos para realizar uma vontade maior, que transcende a nós mesmos. Isso é Temperança.

No papel, isso pode parecer fácil. Na prática, é bastante difícil, pois cultivar essa virtude exige determinação e disciplina para vencermos o nosso lado egoísta e os nossos próprios medos.

Acredito que, como com qualquer virtude ou comportamento, o primeiro passo para se desenvolver a Temperança é fazermos a escolha de mudarmos para melhor, de desenvolver o comportamento.

Em seguida fazermos um profundo exame de consciência e refletirmos onde estamos e o quanto precisamos mudar, melhorar.

E, a partir daí, exercitar. Praticar no dia a dia, sabendo que as mudanças não acontecem de uma hora para outra. Mas, ao contrário, são fruto da persistência e do comprometimento.

Talvez a caminhada seja longa, mas o que importa é que, ao final, estaremos mais perto de nós mesmos.

E, mais do que isso, que cada passo dessa caminhada trará como resultado natural uma maior facilidade nos mais diversos aspectos de nossas relações interpessoais.

Então, se a caminhada é dura, sejamos temperantes, deixando de lado o desejo de desistir, de ficar acomodado, e escolhendo a vontade de crescer…

P.S.: O quadro acima é “A Temperança”, de Rafael, onde a jovem segura as rédeas de um corcel imaginário.

Um forte e carinhoso abraço!

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Como posso me tornar mais criativo?

Postado por Adriana Ferri em Comprometimento, Estratégia, Inovação | abril 13, 2012 | Deixe seu comentário

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Buscar conhecimentos e experiências em lugares diferentes e inusitados é uma estratégia importante

Vamos abordar um tema que, não raras vezes, é assunto de debate em escolas, universidades e empresas: a criatividade. Recebi uma pergunta de um internauta que questionava o desenvolvimento da criatividade e da capacidade de inovar.

Há não muito tempo, havia uma bela discussão sobre se a criatividade podia ser aprendida ou se fazia parte daquelas coisas com as quais nascemos e não temos muita opção. Hoje, apesar de haver questões sobre fatores genéticos e ambientais que limitam ou potencializam determinada característica, já há algumas iniciativas de sucesso que mostram que é possível sim ensinar e incentivar a criatividade (e, em consequência, tornar pessoas e empresas mais inovadoras).

E isso levou a outra questão… Não há, exatamente, uma ou outra escola que te ensine a ser mais criativo ou inovador. Isso porque, se hoje os pesquisadores concordam que é possível incentivar a criatividade, não conseguem concordar se ela é um fator geral, aplicável a diversas áreas, ou é algo que depende do contexto.

Em outras palavras, dizer que você é criativo em algo não é o mesmo que dizer que você é criativo em tudo o que faz. Não é porque alguém é considerado criativo em sua profissão, que será criativo em qualquer outra coisa. Do mesmo modo, pessoas em profissões e funções decididamente não criativas podem muito bem chegar de seu trabalho e tocar um instrumento musical ou praticar algum esporte de forma criativa.

Na verdade, intuitivamente essa ideia faz sentido. Não esperamos que um profissional criativo na área de marketing seja de muita ajuda para resolver os problemas jurídicos da empresa de forma criativa.

A primeira sugestão é: escolha a área em que você quer se tornar criativo e mergulhe nela com todas as suas forças. Voltando ao nosso exemplo, dificilmente alguém que leu o mesmo livro-texto que todos os outros profissionais de marketing se torna criativo nessa área. É preciso ler outros 15 livros. É preciso conhecer pessoas que atuam nessa área. Atualizar-se constantemente. Fazer conexões, ver e entender diferentes modos de lidar com as mesmas questões.

As pessoas criativas em uma área tendem a ser também aquelas mais produtivas. Criatividade é algo que dá trabalho. Isso quer dizer que, se você realmente quer se tornar criativo em algo, não há uma escola que vai fazer isso por você. Provavelmente, será preciso frequentar várias escolas diferentes, passar por diversas experiências, realizar diferentes projetos, até você começar a enxergar a área que escolheu de modo diferente.

Indo para o outro lado da discussão, há uma linha de pesquisa que busca os fatores gerais da criatividade. Por essa linha, a criatividade seria algo parecido com nossa inteligência analítica. Uma ferramenta que pode ser usada em diversas ocasiões diferentes, uma vez que aprendamos a usá-la e desenvolvê-la. Nesse caso, a melhor forma de desenvolver a criatividade seria desenvolver interesses diversificados. Ou seja, arranje um hobby, aprenda a tocar um instrumento musical, faça um novo esporte ou atividade. Frequente aulas e leia sobre assuntos fora de sua área de atuação. Muitas pesquisas que tratam a criatividade como uma habilidade geral chegam à conclusão de que realizar diferentes tipos de atividade faz com que seu cérebro comece a fazer conexões diferentes. Quanto mais variação você busca no mundo, mais matéria-prima vai ter na hora de ligar suas ideias.

Com o que sabemos hoje sobre criatividade, podemos deixar duas lições de casa. A primeira é encontrar aquilo em que você realmente quer ser criativo e se dedicar de verdade. A segunda é buscar conhecimentos e experiências em lugares diferentes e inusitados.

Por Fabio Zugman

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Quem não fala o que deve, não ouve o que quer

Postado por Flávio Lettieri em Comunicação, Motivação, Relações Interpessoais | abril 10, 2012 | 1 Comentário

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“Quem não se comunica, se trumbica.” Abelardo Barbosa (Chacrinha).

Estamos acostumados a ouvir que quem fala o que não deve, ouve o que não quer. Uma sábia alusão à virtude de cuidarmos da nossa língua.

Longe de querer contrariar essa norma do bom senso, quero apenas propor uma reflexão por um outro lado dessas palavras…

É comum vermos pessoas se queixando de que seu parceiro, seu chefe ou seu colega não faz as coisas da forma como gostariam que fizessem.

Quando perguntamos a essas pessoas se já comunicaram de forma aberta, clara e precisa aquilo que querem, a quem é de direito, quase sempre ouvimos que não.

Mas, não se trata apenas de um simples “não”. É um “não” com um certo tom de indignação.

A indignação de quem espera que os outros adivinhem o que eles querem. Na verdade, que esperam uma sensibilidade, muitas vezes, sobre-humana das outras pessoas.

É como a história do casal que tomava café da manhã no dia de suas bodas de prata…

A mulher passou a manteiga na casca do pão e o entregou para o marido, ficando com o miolo. Ela pensou: “Eu sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido e, por 25 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida”.

Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse: “Muito obrigado por este presente, meu amor. Durante 25 anos, sempre desejei comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, jamais ousei pedir!”

Se queremos fazer o melhor pelo outro, por que não perguntar, ao invés de tentar deduzir, o que realmente é o melhor para ele?

Muitas vezes não damos espaço para que o outro possa falar e imaginamos que o que consideramos melhor para nós, é o melhor para todos.

E, da mesma forma, quando esperamos algo de alguém precisamos aprender a falar, a pedir. Dizer claramente o que desejamos, ao invés de esperar que o outro adivinhe.

Sei que para alguns, isso pode ser difícil, afinal aprendemos que pedir o que queremos pode ser interpretado como falta de educação.

Sei também que para outros, isso é ainda mais difícil, pois para pedir que o outro faça algo por nós é preciso nos desvencilharmos do orgulho e da vaidade. E isso é uma enorme barreira de relacionamento para muitas pessoas.

E, então, fica o dilema: quebrar os nossos padrões arraigados para fazer diferente e conseguir o que queremos ou continuar, em silêncio, comendo apenas o miolo do pão?

Um forte e carinhoso abraço!

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