Somma Blog

Empreendedorismo, Provocações, Informações e Conhecimento

A emoção de assistir às Paralimpíadas

Postado por Flávio Lettieri em Comprometimento, Motivação, Resultados | setembro 15, 2016 | Deixe seu comentário

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars
Loading ... Loading ...

canoagem-e-triatlo-paraolimpiadas-18Sinto uma enorme gratidão pela oportunidade de assistir bem de pertinho às Paralimpíadas no Rio de Janeiro.

Aproveitei o final de semana e, junto com a família, desembarquei na cidade maravilhosa para presenciar o evento.

A viagem foi curtinha, mas as emoções experimentadas ficarão para sempre em nossas memórias.

Primeiramente por ver que o Brasil, e mais especificamente o Rio, fizeram um excelente trabalho.

Apesar de todas as dificuldades, incluindo a corrupção e a ineficiência do poder público, as pessoas de boa fé e de boa vontade que, com muita competência e apoiadas por vinte e cinco mil voluntários, lideraram a organização dos dois grandes eventos e mostraram ao mundo que o Brasil é muito maior do que um bando de políticos inescrupulosos.

Mas, como não poderia deixar de ser, ficamos profundamente emocionados com a superação dos atletas paralímpicos.

Primeiramente assistimos ao basquete em cadeiras de roda. Simplesmente, incrível!

Eu poderia mencionar a força e a agilidade nos braços dos atletas para empurrar as cadeiras e conduzir a bola em perfeita sintonia. Poderia falar sobre as jogadas inacreditáveis que evidenciavam o treino e o trabalho em equipe. E poderia ainda mencionar o evidente sentimento misto de competitividade e solidariedade entre os atletas dos dois times adversários.

Mas, tudo isso seria muito pouco para descrever a experiência.

Faltariam-me palavras para explicar, por exemplo, o que sentimos no momento final onde os atletas brasileiros, unidos lado a lado, aplaudiam e eram ovacionados por uma torcida que reconhecia o esforço, a dedicação e a superação daquelas pessoas.

No dia seguinte, assistimos na Praia de Copacabana ao triatlo feminino. Primeiro à prova das atletas da categoria PT4 e, logo em seguida, da categoria PT2, mulheres com severas deficiências nas pernas. A campeã foi uma americana. Impossível não sentir os olhos marejados ao ver a expressão de realização daquela atleta com prótese de membro inferior cruzando a linha de chegada.

Maravilhoso também ver a euforia da arquibancada aplaudindo a Ana Raquel Lins, a única atleta brasileira na prova e que, apesar de treinar há apenas dez meses, chegou à final paralímpica.

Mas, para nós, uma imagem que será difícil de esquecer foi a expressão da última colocada, a espanhola Rakel Mateo, ao concluir a prova. Com os seus 41 anos, teve a humildade de, no meio da prova, pedir suas muletas para conseguir finalizar a corrida. Ao terminar, a espanhola estampava um sentimento de enorme felicidade e realização no rosto e retribuía com um sorriso largo e cansado aos entusiásticos aplausos da plateia.

Nesses momentos, além das emoções, é no mínimo curioso observar os comentários do público. São bastante comuns as expressões chavões como “nessas horas a gente percebe que reclama demais da vida” ou “temos muito a aprender com eles”.

Expressões que, se por um lado refletem um genuíno sentimento de admiração, por outro demonstra uma desconcertante frustração…

Afinal, quantos de nós, apesar de não possuirmos limitações físicas, acabamos por limitar as nossas vidas com crenças autodestrutivas, escolhas equivocadas ou atitudes acomodadas?

É claro que as deficiências físicas trazem muitas limitações, especialmente em países como o Brasil onde as políticas públicas de acessibilidade ainda estão muito longe de serem tratadas como prioridade. Mas, presenciar uma paralimpíada, deixa claro que as maiores limitações estão, de fato, na alma.

Estão na incapacidade de enfrentar os desafios, na falta de vontade de superar os obstáculos e no conformismo com a mediocridade.

Dessa experiência, carrego um sentimento de respeito e admiração pelos atletas que me mostraram com o exemplo o enorme poder de superação da humanidade.

Isso sem falar nas 20 medalhas de Daniel Dias, da natação, do desempenho do Futebol de 5 que, desde a sua estréia é ouro e, até hoje, não perdeu nenhum jogo, dos heróis do atletismo que já contabilizam 109 medalhas, e de muitas, muitas outras lindas conquistas…

Agradeço aos atletas paralímpicos por nos mostrarem que o ser humano é mesmo incrível em sua capacidade de superar barreiras.

Gratidão, gratidão, gratidão!

Um carinhoso abraço!

Clique aqui e deixe o seu comentário.

Flávio Lettieri é consultor empresarial e Sócio Diretor da Somma Consultoria. É especialista em coaching, empreendedorismo e desenvolvimento de atividades vivenciais. Visite nosso site www.sommaonline.com.br 

Bookmark and Share

Tags: > > > > > > > > > >

Comentários

Deixe o seu comentário