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Preparando-se desde jovem para empreender

O que tem caracterizado o processo de mudança na economia e na sociedade nesta virada de milênio é a busca da auto-realização como estratégia de afirmação do cidadão, face aos inúmeros desafios e oportunidades que lhes são impostos por um cenário cambiante e de mudanças cada vez mais rápidas.

O professor Waldimir Pirró e Longo, da FINEP, mencionou que “é como se o mundo caminhasse em uma esteira rolante e para nós o acompanharmos,devemos despender no mínimo certa energia”.

O que se observa dos últimos 50 anos, é que as relações de emprego estão mudando, bem como as qualificações para o trabalho, afetando todos os países. Caminha-se para não se ter mais profissões, mas sim um conjunto de habilidades, que devem ser permanentemente atualizadas e conciliadas com as mudanças e inovações.

Obter sucesso profissional hoje significa: ter um emprego ou ter um negócio - que possa sustentar o indivíduo e sua família. Não basta ter formação acadêmica. As Escolas e as Universidades devem pensar sobre este grande desafio e sair da atitude passiva, espectadora. Algumas profissões mudaram e outras estão mudando. E outras acabaram. Hoje o indivíduo é responsável pela sua empregabilidade e ele deve, desde jovem assumir esta responsabilidade por seu futuro, preparando-se para empreender.

Estamos em uma conjuntura que cresce a produção sem emprego (growthjobless) grande parte influenciado pelo paradigma do desenvolvimento científico/tecnológico, que atua como o principal instrumento de expansão, pela inovação ou melhoria contínua de produtos e processos, porém sem agregar novos empregos, mas, reduzindo custos e contribuindo para a qualidade e produtividade.

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), são 800 milhões de desempregados em todo o mundo e grandes contingentes nos países industrializados. A renda mundial cresceu 7 vezes nestes últimos 50 anos, mas a sua distribuição não beneficiou de forma justa as diferentes classes sociais. Basta verificar que 1% das famílias mais ricas do mundo detêm cerca de 45% da riqueza mundial.

No Brasil, nas décadas de 60 e 70 em grande crescimento, época do “milagre brasileiro”, a cada ponto percentual de aumento do PIB significavam um aumento de 0,40% no nível de emprego. E hoje, no início do século XXI, essa relação caiu para 0,12%.

Em um País de quase 200 milhões de pessoas, potenciais consumidores, é tarefa urgente descobrir novos vetores de desenvolvimento. Neste momento de perplexidade, em que o Governo não tem um projeto para a Nação e os atores da sociedade estão dispersos e sem força de aglutinação, talvez seja o momento de se implantar no país um choque de empreendedorismo, a ser inoculada na Nação brasileira.

(Trechos do texto extraído do site da Fundação Vanzolini).


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