Atitude Empreendedora
FIQUE DE OLHO NA GERAÇÃO Y
“Ser bonzinho, é muito pouco pra eles.”
ATITUDE EMPREENDEDORA
Querida
empreendedora, Querido empreendedor,
Você gosta de pessoas boazinhas ao seu lado?
Prefere lidar com pessoas que te obedecem ou com aquelas que te desafiam?
Acha melhor conviver com pessoas fáceis de controlar ou você se dispõe a pagar o preço de ter ao seu lado aquelas pessoas capazes de te fazer perder o controle?
Prefere um craque rebelde ou um bonzinho comum?
É bem verdade que olhando de fora, apenas como torcedores, é mais fácil optarmos pelo craque rebelde do que quando somos o treinador do time.
É também verdade que perder o controle não é fácil para a grande maioria das pessoas.
Porém, uma coisa é fato: Cada vez mais os “apenas bonzinhos” serão liderados pelos rebeldes, “com causa”, é claro.
Em uma matéria da Revista Exame de 20/03/08 a jornalista Márcia Rocha retrata de forma brilhante a chegada da chamada Geração Y aos primeiros cargos de gerência das grandes empresas.
Se você não conhece a Geração Y, é bom ficar esperto, pois independente de sua idade ou função, alguns caras dessa turma têm boas chances de se tornarem seus chefes.
Se você não gosta da Geração Y, é bom ficar mais esperto ainda. A sua irreverência e o seu domínio não só da tecnologia, mas de toda a cultura da informação, torna esse grupo cada vez mais adaptado a um cenário de mudanças rápidas, agilidade e flexibilidade para customizar produtos e serviços. Isso significa que, se você os têm como seus inimigos, é bom se juntar a eles.
Segundo a reportagem, a geração Y é um grupo formado por jovens entre 18 e 30 anos. “Eles são menos pacientes, menos fiéis às empresas e não se importam com certos protocolos de hierarquia. Cresceram conectados à internet. Filhos de pais dedicados à carreira e culpados pela pouca dedicação à família, acostumaram-se a ter respostas rápidas. E usam a mesma informalidade das conversas por e-mail no contato com o chefe imediato ou com o presidente da empresa. Essa geração também leva às últimas conseqüências o princípio de que só vale a pena trabalhar em uma companhia se (e enquanto) ela for útil para a construção rápida de sua carreira”, escreve a jornalista.
Essa é a face bonita da história: Uma geração de jovens ousados, inovadores, com espírito empreendedor e com iniciativa para buscar resultados.
Mas, a geração Y também tem seu outro lado.
Enquanto alguns assumem as suas carreiras e usam a informação para deslanchá-las, outros ficam perdidos com as mesmas informações nas mãos.
Ricardo Jordão, em seu blog da Bizz Revolution, fala que essa geração cresceu com a informação na mão. Têm computadores, celulares, messengers, blogs e iPods e, segundo Ricardo, têm tudo, acham que sabem tudo, mas ainda não são nada, não fizeram nada de realmente relevante com o que sabem.
“Acham ridículo usar crachá corporativo, mas não vêem a hora de pendurar o crachá de diretor da empresa no pescoço para desfilar na hora do almoço. Dizem que ter carro corporativo é sacanagem com os estagiários que andam de ônibus, mas não vêem a hora de botar as mãos no novo Corolla 2009. Sabem que a corrupção é um dos maiores males da humanidade, mas não vêem a hora de meter a mão no cartão corporativo da empresa para levar cliente para a casa da luz vermelha”, diz o autor.
Enquanto alguns “Ys” subvertem a ordem, inovam, mudam os rumos e fazem a diferença, outros criticam as hieraquias, o status e os organogramas sem perceberem que fazem disso a sua maior busca.
Uma nova geração, mas a tão antiga diferença entre o discurso e a prática.
A eterna escolha entre falar e fazer.
A diferença entre a rebeldia com causa e sem causa.
A Geração Y está aí. Chegou para ficar, ao menos por enquanto.
Aos seus jovens cabe escolher se vão fazer acontecer ou se ficarão como bobos diante das informações que possuem.
A eles cabe também a escolha de querer compreender que rebeldia não é sinônimo de desrespeito. Que quebrar regras não é mesmo que quebrar valores. E que inovar não é desconsiderar ou desprestigiar aquilo que já foi feito.
Às empresas e ao mercado cabe saber identificá-los. Separar o joio do trigo.
A nós, líderes e educadores, cabe escolher entre lutar para inibi-los, enquadrá-los aos nossos modelos, reduzi-los a jovens bonzinhos ou aprender com eles e incentivá-los a fazer, a empreender, a transformar.
Cabe-nos ainda escolher se vamos deixar que confundam irreverência com irresponsabilidade ou se vamos ajudá-los a encontrar o caminho da ética e o equilíbrio entre a busca dos resultados e a valorização incondicional do ser humano.
Eu já fiz a minha escolha. E você?
Fazer da nossa geração Y um motivo de orgulho para o Brasil, eis aí um bom desafio...
Um carinhoso
abraço.
Flávio Lettieri
flavio@sommaonline.com.br
Você gostaria de propor algum tema para
reflexão? Envie para nós sua sugestão. Será um prazer receber
sua opinião: flavio@sommaonline.com.br
Queremos contribuir para que a sua escola ou empresa
se torne empreendedora.
Entre em contato conosco para conhecer
nossos produtos ou visite nosso site www.sommaonline.com.br.
Estamos à sua espera no (11)
3571.0757, 3219.0170 ou contato@sommaonline.com.br