Atitude Empreendedora

ENTRE REGRAS E INOVAÇÕES

“Frente aos vendavais, alguns se escondem em abrigos, outros constroem moinhos”

ATITUDE EMPREENDEDORA

Querida empreendedora, Querido empreendedor,

Quando o vento sopra mais forte, você é do tipo que se esconde em um abrigo ou é alguém que vê a oportunidade de construir um grande moinho de vento?
Você encara as coisas com o foco no problema ou na solução?
Vê o mundo como um conjunto de regras a serem seguidas ou como um lugar repleto de protocolos para serem quebrados?

Somos humanos e, por isso, é natural vivermos um pouquinho de tudo isso no dia a dia.
Por outro lado, é sempre bom estarmos atentos ao perigo de nos tornarmos escravos dos hábitos ou prisioneiros das regras.
E é muito bom estarmos atentos aos caminhos que podem nos levar a uma visão mais criativa e mais inovadora. E, é claro, àqueles que dificultam essa visão.

Um bom exemplo disso foi a minha experiência na busca de uma nova escola para o meu filho, no final do ano passado.
Ele tem cinco anos e está em um momento absolutamente importante da formação de sua personalidade, de seu caráter e dos seus modelos mentais.
É a fase da alfabetização, um momento libertador em que se abre o universo da leitura e da escrita, mas também um momento aprisionador onde o indivíduo aprende, na marra, um modelo padronizado de comunicação que precisa ser seguido para se estar ajustado socialmente.
Se a todo instante a escola tem o seu papel fundamental de ensinar o conteúdo, ao mesmo tempo em que fortalece o potencial criativo, nessa etapa da vida da criança, isso é fundamental.
Trabalhar a autonomia e a criatividade, enquanto cumpre o difícil papel de enquadrar as crianças às regras de convívio grupal, especialmente em um cenário onde muitas dessas crianças trazem de casa pouquíssimas referências de valores, é uma missão que precisa ser valorizada.

Nessa minha busca, tive a oportunidade de encontrar pessoas realmente comprometidas com a educação, perceber outras com muito boa vontade, mas, infelizmente, descobrir que essa capacidade de integrar a disciplina com a ousadia se restringe a pouquíssimos lugares.
Lamentei o fato de algumas escolas muito legais ficarem tão distantes da minha casa, o que é decisivo na escolha de uma escola para uma criança de cinco anos.

Como pai observador (ou chato, se preferir) e que preza por um modelo empreendedor na construção do conhecimento, não pude deixar de notar um pequeno, mas grande, detalhe em quase todas as escolas que visitei.
Em geral as salas de aula são bem bonitinhas e coloridas e com alguns recursos didáticos em comum: desenhos de animais com as suas respectivas letras, o mural de recadinhos, a escala de ajudantes da professora (isso é bem legal) e os aniversariantes do mês.
E, em todas elas, colocadas em locais bem visíveis, as chamadas regras de convívio.
Uma espécie de documento elaborado pelas crianças, com a orientação (e direcionamento) da professora, é claro, e que funciona como um código de conduta. Quando o aluno sai da linha, a professora aponta o cartaz e o relembra de seus compromissos.
Acho isso realmente muito importante, especialmente para crianças de cinco anos.
O problema é quando essas regras se tornam maiores do que as oportunidades de quebrar paradigmas.

O meu problema não foi lidar com aqueles grandes cartazes onde se liam frases como: “não podemos bater nos amigos”, “não podemos falar palavrão”, “precisamos obedecer a professora”, “precisamos fazer a lição” e mais alguns não podemos e outros precisamos que já não me recordo mais.
Como eu disse, considero isso realmente importante...
O que me frustrou foi olhar em volta, procurar atentamente e não encontrar o que podemos chamar de “a contrapartida criativa”.
Não vi frases que eles também tivessem criado, sob a supervisão da professora, colocadas em locais estratégicos, de fácil visualização e que os ajudassem a enxergar o mundo sob a ótica das oportunidades.
Eu adoraria saber que, assim como participaria da criação das importantes regras de convívio, meu filho também fosse estimulado a pensar em frases do tipo: “Nós podemos ser criativos”, “bons alunos agem com ousadia”, “é importante fazer diferente” ou “o seu jeito de fazer é o jeito certo”.
Para mim, fica evidente que esse não é um problema da escola A ou B, esse é um problema do nosso modelo educacional.
Como disse, encontrei muitas pessoas de boa vontade, mas que não percebem que estão presas a um modelo ultrapassado.
Um modelo onde o mais importante é enquadrar o indivíduo. Colocá-lo no padrão comum, pois assim é mais fácil controlá-lo.
Na teoria, fala-se em estimular a criatividade. Na prática, inibe-se a ousadia.
Vejo isso diariamente em meu trabalho.
É claro que existem escolas e, o mais importante, educadores com visão empreendedora.
Pessoas e lugares que, de fato, realizam uma prática pedagógica que faz da sala de aula uma oportunidade para a criação, para a inovação e para a ousadia. E, tudo isso, sem deixar de lado os valores, os princípios e as regras de conduta. Mas, infelizmente, são a grande minoria.
Para quem não tem filhos ou não trabalha na educação, talvez fique uma sensação de que isso não lhe diz respeito.
Engano. E, por duas razões bem simples.
Primeira: essas crianças serão, ou não, os inovadores e transformadores em um breve futuro.
Segunda: Esse modelo educacional é absolutamente semelhante ao universo corporativo na esmagadora maioria das empresas.
Fala-se, na teoria, em buscar talentos, em atrair pessoas criativas e, na prática, essas pessoas precisam seguir a velha cartilha para se enquadrar no perfil da empresa.
Talvez algumas pessoas até acreditem que, se os dois modelos estão concordantes, as coisas devam ficar como estão: escolas formando pessoas sem ousadia para um mercado onde apenas uma minoria das empresas valoriza, de fato, a inovação.
Eu caminho em outra direção.
Ainda que a maioria permaneça no status quo, acredito que aqueles que são capazes de criar, de reinventar, são os que transformam o mundo e que, para esses, aparecerão as oportunidades que realmente valem a pena.

Preparar o futuro, equilibrando regras para serem cumpridas com os paradigmas a serem quebrados, eis aí um bom desafio.

Um carinhoso abraço.

Flávio Lettieri
flavio@sommaonline.com.br


Você gostaria de propor algum tema para reflexão? Envie para nós sua sugestão. Será um prazer receber sua opinião: flavio@sommaonline.com.br


Queremos contribuir para que a sua escola ou empresa se torne empreendedora.
Entre em contato conosco para conhecer nossos produtos ou visite nosso site www.sommaonline.com.br. Estamos à sua espera no (11) 3571.0757, 3219.0170 ou contato@sommaonline.com.br


voltar


 
UM TOQUE A MAIS...


Para ver as Newsletters anteriores entre aqui!



A Newsletter Somma é uma publicação mensal e gratuita que compartilhamos com as pessoas que são importantes para nós. Nela você encontrará um pouco do que somos, pensamos e acreditamos. Ajudar as pessoas é o nosso principal objetivo.

Indique a nossa newsletter para aqueles que são importantes para você.

Para isso clique aqui
.


Envie suas sugestões, críticas e opiniões para newsletter@sommaonline.com.br

Caso você não queira mais receber a Newsletter da Somma, clique aqui.