Atitude Empreendedora
RELAÇÕES HUMANAS: ARTE OU EXERCÍCIO?
"Não podemos fazer muito sobre a extensão de nossas vidas, mas podemos fazer muito sobre a largura e a profundidade delas." -
Evan Esar
Querida
empreendedora, Querido empreendedor,
Nesses últimos dias, por coincidência ou não, tive a oportunidade de encontrar três pessoas muito queridas e que, apesar de não se conhecerem e de serem absolutamente diferentes entre si, estão vivendo situações muito parecidas e muito comuns: estão enfrentando problemas de relacionamento com pessoas muito próximas.
Foram conversas que me fizeram pensar em muitas coisas, rever meus relacionamentos, mas acima tudo reforçar algumas convicções pessoais.
Percebi que, de maneira geral, complicamos coisas simples e acreditamos que o caminho para ser feliz é algo complexo e, por vezes, reservado para alguns privilegiados.
Quantas vezes, em nossas buscas pessoais da felicidade, não miramos em realizações, em conquistas ou em momentos que estão muito longe e que são, quase sempre, inalcançáveis?
Idealizamos que vamos encontrá-la em um novo amor, em um novo emprego, em um novo celular, em um novo isso ou em um novo aquilo.
E, sem perceber, deixamo-nos convencer de que a felicidade está em algo ou alguém que ainda não temos, sem nos darmos conta de que, na maioria das vezes, ela já está bem ao nosso lado.
Ao invés de vivermos o presente ficamos angustiados com a tentativa de controlarmos o futuro ou apenas melancólicos por vivermos das recordações do passado.
E assim usamos a maior parte do nosso tempo tentando ganhar dinheiro para termos algo novo e nos esquecemos de que o que realmente tem significado para nós são as pessoas que já temos ao nosso lado.
Quantas vezes nos aproximamos de outras pessoas pensando na conveniência dos relacionamentos e não na profundidade das relações?
Ficamos cheios de compromissos e vazios de emoções. Um pouco confusos e um tanto perdidos.
Nessas horas podemos, se não estivermos atentos, cometer um erro que cada vez mais nos afasta da tão desejada felicidade: Sair em busca de um culpado para as nossas dores.
E, quase sempre, atribuímos essa responsabilidade para aqueles que estão mais próximos de nós. Colocamos a culpa de nossos fracassos emocionais exatamente naqueles que mais torcem pelo nosso sucesso.
Não percebemos que reagimos com agressividade apenas porque depositamos no outro uma expectativa que ele e nem ninguém mais poderia atender.
Esperamos que o outro nos faça felizes, que compreenda os nossos desejos, que tolere as nossas fraquezas, que perdoe as nossas explosões de raiva.
E o pior: Esperamos que o outro faça por nós exatamente aquilo que faríamos por ele naquela situação. Esquecemo-nos de que são as diferenças que nos fazem aprender com cada relação.
Queremos que o outro demonstre o seu carinho exatamente do jeito que demonstramos o nosso.
Chegamos a pensar que alguém é insensível apenas porque não nos presenteia com flores, sem nos darmos conta de que dar ventiladores é a melhor forma que ele ou ela encontrou para demonstrar o amor (segue mais abaixo um texto muito bonito sobre flores e ventiladores).
O resultado: conflitos.
O sentimento: frustração.
Se olharmos bem à nossa volta vamos nos dar conta de que as melhores coisas da vida estão nas coisas mais simples.
Vamos perceber que para encontrar aquilo que o ser humano precisa, além de comida e bebida, não é preciso buscar muito longe.
Segurança, afeto, aceitação e reconhecimento, as nossas necessidades básicas, costumam estar bem ao nosso lado, nos relacionamentos humanos que construímos.
Encontrar a felicidade nas relações está longe de ser uma coisa fácil, mas é possível, desde que estejamos dispostos a renovar a cada momento a nossa escolha de estar com essa(s) pessoa(s).
Quando verdadeiramente nos dispomos a isso passamos a acreditar que cultivar a relação não significa sacrifício, que tentar enxergar os fatos sob o ponto de vista do outro não significa anulação e que aceitar as suas fragilidades não significa fraqueza, afinal não existe fraqueza no amor.
Enxergar a vida e as demonstrações de sentimento sob a perspectiva do outro, sem cobrar dele que seja igual a nós, eis aí um bom desafio.
Segue especialmente um texto ilustrativo da newsletter de maio e aproveitamos para convidar aos nossos leitores e amigos para visitar a seção especial de vídeos do nosso novo site. Lá você encontra vídeos e textos motivacionais que certamente vão contribuir com suas reflexões.
Confira: www.sommaonline.com.br
Um carinhoso abraço.
Flávio Lettieri
flavio@sommaonline.com.br
Texto: Uma data especial... (autor desconhecido)
Maria quer algo de José.
Algo que demonstre que José a ama.
Ela espera ansiosamente tal gesto de amor.
José é um homem bom e trabalhador.
Pensou no que agradaria Maria.
Deu-lhe um ventilador.
Maria queria flores.
Ganhou ventilador.
Expressou sua dor.
José não a compreendeu.
Esperava alegria e sorrisos.
Recebeu um desagradável mau humor.
É sempre assim, pensam ambos.
Novamente não conversam.
Maria, em sua carência de amor, espera que da próxima vez
José satisfaça seus silenciosos desejos.
Gosta de ganhar presentes de surpresa.
Perde a chance de explicar o que deseja.
É obrigação de José perceber o que ela quer.
José não entendeu a frustração de Maria.
Honesto, responsável e dedicado marido,
No que foi que ele errou?
Não consegue falar a linguagem dos sentimentos.
Talvez nunca tivesse olhado no fundo dos olhos de Maria.
Ambos sofreram fundo, cada um, suas próprias carências...
Maria, por amor a José, continua esperando flores...
José, por amor a Maria, continua trazendo ventiladores...
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